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    Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
    A ascensão do iPhone, será a queda da Apple?

    Já algum tempo, que desejava fazer este artigo, sobre a história recente da Apple e de que forma a Apple poderá estar a sofrer com o seu próprio sucesso. Aviso desde já que o artigo é longo, mas tinha que o fazer.

     

    Em Junho de 1997, a Wired destacava na sua capa que a Apple podia estar perante um final penoso. A empresa estava praticamente na falência e sem rumo. No entanto, em 1997, a empresa já era liderada por Steve Jobs, que tinha regressado em 1996, após a aquisição da NeXT por parte da Apple, empresa criada por Jobs após a sua saída da Apple depois de 1985, o que permitiu regresso do seu fundador.

     

    Wired - Junho 1997

     

    Depois do seu regresso, Steve Jobs tornou-se no CEO interino depois da saída de Gil Amelio, que terá perdido a confiança no conselho de adminstração. A partir desse momento, Steve Jobs iniciou um processo de recuperação da empresa. Em bom português, esteve até 1998 a arrumar a casa e a dar um novo rumo à empresa de Cupertino. Em 2000, torna-se no CEO efectivo da Apple.

     

    Claramente estamos sobre o primeiro grande momento da recuperação da Apple, que passou pela intervenção e parceria da Microsoft, fundamental para injectar capital num momento tão importante e garantir a presença de algum software da Microsoft no Mac OS X nos anos que se seguiram. 

     

    iPod 1G

     

    O segundo grande momento, foi sem dúvida o lançamento do primeiro iPod em Outubro de 2001. O mercado da música nunca mais seria o mesmo a partir daí.

     

    Um dispositivo portátil, com boa capacidade de armazenamento, um interface inovador, a implementação da click wheel, que já apontava a direcção para a interacção através do toque.

     

    O iPod trouxe consigo também o iTunes. Para além de ser um Media Player (mais robusto que o Quick Time) do Mac OS X, tornar-se-ia na aplicação que ia permitir sincronizar as nossas músicas com o iPod. Permitia também facilmente ripar os nossos cds para o disco, ficando as músicas disponíveis para sincronizar com o iPod. É aqui que entra a iTunes Music Store. A partir desse momento, a Apple conseguia criar uma plataforma que permitia facilmente ao utilizador, não só sincronizar a música com o seu iPod, como também adquirir a música através dessa mesma plataforma. No entanto, o iTunes é também revolucionário porque chega também aos utilizadores de Windows.

     

    Era claramente o momento da emancipação do iPod, chegando ao maior número de pessoas e de utilizadores, fossem eles "Mac Users" ou "Windows Users". De resto, foi-se percebendo ao longo do tempo, que um utilizador Windows, proprietário de um iPod, tornava-se num potencial "Switcher", isto é, alguém que se torna num "Mac User". Foi evidente, a dada altura, que o iPod se tornou num objecto utilizado pela Apple, para captar novos utilizadores para a plataforma Mac, numa espécie de política de cross-selling.

     

    Com a evolução do iPod, também a loja online do iTunes foi evoluíndo, disponibilizando não só música, como séries de TV, filmes, bem como outro tipo de conteúdos gratuitos, como Podcasts. Assim, a iTunes Music Store, passa somente a iTunes Store, considerando os múltiplos formatos entretanto disponibilizados.

     

    É mais ou menos nesta altura, que eu acordo para a realidade da Apple e começo aos poucos a ganhar interesse em relação à marca da maçã, sobretudo por culpa dos Podcasts, que tinham um enorme destaque na iTunes Store.

     

    Portanto, em 2005, temos uma Apple em franca expansão, com produtos de alta qualidade, com um design sem paralelo e a piscar o olho às massas, através do iPod e através deste, tentar captar novos utilizadores para o mundo Mac e sempre com uma legião de fans a acompanhar a marca, por vezes, de forma completamente cega, quase uma religião e muitos deles completamente anti-Microsoft, esquecendo-se do papel fundamental que esta teve no processo de recuperação da Apple.

     

    É também em 2005, que se inicia outro grande momento da vida da Apple, quando a mim, o ponto de viragem. Começa o processo de migração dos processadores PowerPC, que até aí, equipavam toda a gama de Macs, pelos processadores Intel.

     

    Apple - Intel - 2005

     

    Esta decisão, foi olhada de lado pelos puristas da Apple. Mais uma vez, a Apple seguia o rumo da massificação, uma vez que estas máquinas teriam também finalmente a possibilidade de instalar o Windows de raíz. Ou seja, os Macs tornavam-se finalmente mais interessantes para quem tinha receio em mudar de Windows para Mac OS X. Se a adaptação falhasse, havia sempre o Windows. No entanto, os puristas esqueciam-se que quando isso acontecesse, já o utilizador tinha comprado uma máquina Apple. Se o Windows se tornasse para muitos no sistema operativo pré-definido, já pouco importava. A máquina estava vendida. O tempo veio provar que de facto, quem compra um Mac, acaba por saber ao que vai e o Windows acaba por se tornar coisa do passado.

     

    Em poucos meses, a migração estava concluída e as vendas começavam a aumentar e trimestre a trimestre, os resultados demonstravam que nunca se tinham vendido tantos Macs e esta frase é repetida sempre que há apresentação de resultados, o mesmo acontecendo com o iPod, que entretanto, já tinha extendido a gama de modelos. Para além do Classic (denominação atribuída recentemente), a Apple passou a apresentar o Shuffle e o Nano (que substítuiu o Mini).

     

    Chegamos então a Janeiro de 2007, altura em que a Apple marca presença na MacWorld, como habitualmente, cuja abertura é sempre da responsabilidade de Steve Jobs e a habitual keynote. Este é sem dúvida um momento fundamental para entendermos a Apple de hoje.

     

    É nesta apresentação que Steve Jobs, apresenta 3 novos dispositivos. É um iPod, é um dispositivo de Internet e um telefone...ou melhor...são 3 funções reunidas num único dispositivo. Estou obviamente a falar do iPhone, que seria lançado em Junho desse ano.

     

    iPhone Original

     

    Para além das funções destacadas, o iPhone marcou o arranque da tecnologia multi-touch integrado, como é habitual na Apple, num interface intuitivo e inovador, já para não falar do design minimalista que marca os produtos Apple.

     

    Contudo, este lançamento poderá marcar a Apple pela positiva e pela negativa.

     

    A bater recordes de vendas a todos os níveis, a Apple tornou-se numa marca de massas e esse facto obrigou a um crescimento da própria Apple. A questão passa por perceber se a Apple consegue responder eficazmente ao seu próprio crescimento. Estará a Apple preparada para a sua própria dimensão?

     

    Com o lançamento do iPhone, o desenvolvimento do Leopard, o Mac OS X mais recente, foi prejudicado e a data de lançamento adiada. Sendo o Tiger, a versão anterior do Mac OS X, uma versão amada pelos utilizadores de Mac, o seu sucessor teria que ser no mínimo, igual, em termos de fiabilidade e estabilidade. Depois do seu lançamento em Outubro de 2007, percebeu-se que o Leopard teria ainda um longo e tremido caminho pela frente e que provavelmente a versão que foi lançada, seria ainda uma versão Beta. Apesar do desastre do Windows Vista, lançado no início de 2007, a Apple não podia adiar mais o lançamento do seu novo sistema operativo.

     

    Chegados a 2008, encontramos uma Apple que começa a ter problemas na qualidade dos produtos que apresenta. São diversos os casos em que o MacBook acabou por derreter com o calor gerado pelo processador, que há peças da sua estrutura que acabam por partir ou que os parafusos do lado esquerdo só lá estão para enfeitar, já para não falar do MagSafe, que poderá também apresentar alguns problemas (de resto, a Apple assumiu ontem mesmo que trocará todos os MagSafe gratuitamente, estejam dentro ou fora da garantia).

     

    iPhone 3G

     

    Um ano depois do lançamento do iPhone original, é lançado o iPhone 3G em 11 países, grupo onde está incluído Portugal. Ao contrário do que aconteceu com o original, esta versão está a dar fortes dores de cabeça à Apple. Firmware com problemas (mais uma vez, dando a sensação que estamos perante uma versão Beta), a versão Branca de 16GB a apresentar rachas no plástico, problemas de conectividade no 3G, faltando confirmar se é um problema de software ou uma falha grave de hardware no chip da Infineon e no dia de lançamento, o processo de activação do iPhone apresentou períodos longos de indisponibilidade, muito por culpa do novo processo de activação, realizado no acto da compra. Houve quem não tivesse conseguido adquirir o iPhone, por causa desse facto. A estes problemas, podemos acrescentar toda uma confusão e polémica gerada em torno dos preços e tarifários nos países onde tem sido lançado. O problema passará naturalmente pelos operadores, mas a Apple, claramente não sai bem da fotografia, apesar do sucesso do iPhone 3G.

     

    A 2 dias do lançamento do iPhone 3G em mais 21 mercados, com um sucesso esmagador nos 11 países onde já foi lançado, com as aplicações para o iPhone vendidas na App Store a baterem igualmente recordes, com as vendas de Macs sempre a subir, a Apple vê-se confrontada com um conjunto de problemas.

     

    O primeiro grande problema começa pela liderança. A história da Apple confunde-se com a vida de Steve Jobs e tendo ele, um historial em termos de problemas de saúde, qualquer sinal de agravamento do seu estado de saúde, afecta necessariamente o comportamento do título da Apple nos mercados bolsistas, influenciando obrigatoriamente as contas e resultados da empresa. A forma como se apresentou na WWDC de 2008, onde apresentou o iPhone 3G, veio colocar em cima da mesa, a questão da sucessão e qual será o futuro da empresa de Cupertino sem Steve Jobs à frente.

     

    De repente, temos uma empresa que demonstra que poderá estar a colocar de lado o controlo de qualidade dos seus produtos, para que consiga responder a todos os pedidos, está apresentar problemas de software a vários níveis. A Apple é conhecida por demorar a corrigir erros graves de segurança, nomedamente no Mac OS X. O firmware do iPhone continua a dar problemas apesar das actualizações e o MobileMe, lançado paralelamente com o iPhone, tem sido um completo desastre, com sucessivos pedidos de desculpas e prolongamento do período experimental, tudo porque a Apple cometeu a loucura, no passado dia 11 de Julho de lançar 4 produtos: iPhone 3G, fimrware 2.0, a App Store e o MobileMe.

     

    Wired - Abril 2008

     

    Por isto tudo, não é de admirar o conteúdo da capa da Wired de Abril deste ano, uma clara evocação da famosa capa de 1997, mas desta vez, uma Apple Genial, mas também Demoníaca, que por vezes, parece que não olha aos meios para conseguir atingir os fins, isto é, bater a concorrência de forma esmagadora, obtendo de resultados nunca vistos. Infelizmente, a Apple tem provado que isso poderá prejudicar os utilizadores e muitos deles, antigos utilizadores Apple, olham para esta Apple de 2008 de forma desconfiada.

     

    Em resumo, a Apple está a ser vítima do seu próprio sucesso. Se chegaram até este ponto do texto, terão reparado que há um destaque para os dois/três últimos anos, entre 2005 e 2008. Em 2005, a Apple era um assunto restrito aos sites e blogs dedicados a esse universo e praticamente só o iPod conseguia chegar às revistas e sites mais generalistas. Hoje, há Macs em todo o lado. Facilmente se vê um iPod e o iPhone anda nas bocas do mundo e toda a gente reconhece facilmente a maçã. 

     

    Só para ser ter uma ideia deste crescimento assustador, podemos pegar no preço das acções da Apple. Em Outubro de 2001, quando foi lançado o iPod, valiam cerca de 9 dólares. No final de 2005, já valiam cerca de 75 dólares. Arranca o ano de 2007 a valer 85 dólares e acaba o ano a valer mais de 199 dólares, tendo ultrapassado os 200 dólares durante a sessão.

     

    Estes números demonstram bem, como cresceu rapidamente a empresa de Cupertino...resta saber se a Apple conseguirá passar por cima de tudo isto, e conseguirá atingir a dimensão que tanto ambiciona, conseguindo oferecer tudo aquilo que ofereceu no passado, produtos de qualidade e inovadores, produtos fiáveis e duradouros, qualidade nos serviços que oferece, como a iTunes Store e o MobileMe.


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    publicado por Phil às 17:44
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    10 comentários:
    De Marcel Schmitz a 20 de Agosto de 2008 às 22:58
    Gostei muito deste artigo. Parabéns!


    De Phil a 21 de Agosto de 2008 às 12:03
    Obrigado pelo comentário.

    Eu gostaria de investir mais nestes artigos de fundo, mas infelizmente o tempo não é muito!


    De Rui Barbosa a 21 de Agosto de 2008 às 00:04
    Permite-me tomar este artigo como uma clara tendência para a negatividade. Efectivamente os problemas que a Apple teve nos últimos tempos (nomeadamente com lançamentos do iPhone, MobileMe, AppStore, etc) demonstram apenas que a empresa está mais destacada, e não que tenha menos qualidade.

    O que se assiste hoje em dia é que há cada vez mais pessoas a comprar Apple e, consequentemente, mais pessoas desejosas por criticá-la. Se há uns dois anos quem comprava um Mac e tinha algum problema não lhe dava grande importância, actualmente é este tipo de acontecimento que se procura: o Mac que derrete, o iPhone que estala, o servidor que entope. Dá-se mais importância a coisas que antes passariam completamente a leste.

    Paralelamente, os recentes acontecimento da maçã em nada - me parece - põe em causa a performance geral da empresa. Em mais de 1 milhão de iPhones vendidos no primeiro fim-de-semana poucas foram as situações conhecidas de falha na qualidade (não chegam nem perto do 1%). O MobileMe foi lançado com alguns problemas de migração que, apercebemo-nos, acontecem da mesma forma ao gigante do lado, o Google, ainda recentemente.

    A AppStore e activação do iPhone pelo iTunes sofreu pelo hype do público. Ninguém esperou por dia 12 ou 13 de Julho para instalar o novo software no iPod touch, nem para ver as novas aplicações - e não há servidores que aguentem.

    Por fim, o iPhone 2.0 beta surge num momento em que se faz a transição de aplicações Apple-only, para aplicações de terceiros. Sejamos francos: ainda hoje temos software no nosso Mac ou Windows que simplesmente nos congela o sistema now and then sem razão aparente. iPhone ain't no different.

    O pessimismo é relativo, e urge olhar para o todo para percebermos o porquê destes pequenos rochedos no caminho. As coisas não estão pior, estão apenas diferentes.


    De Phil a 21 de Agosto de 2008 às 12:33
    O post é pode parecer negativista, mas o post limita-se a analisar factos. Da mesmo forma que falo dos pontos negativos, também destaco os positivos e todos eles são factos.

    A Apple teve um crescimento esmagador, mas tem dado a ideia que a própria Apple está a ter dificuldades em gerir esse crescimento e isso revela-se de diversas formas.

    Os Macs aparecem rachados e isso é notícia...bom, sinceramente, não me parece viável que máquinas com menos de um ano, comecem a desmachar-se...ou melhor ainda, o iPhone, com apenas 1 mês, começa a apresentar rachas...até pode ser 1%, mas essa percentagem poderá ser a suficiente para arrasar com um investimento de milhões. De qualquer forma, não me parece simpático que um dispositivo que custa o que custa, comece a apresentar defeitos com menos de 1 mês. Aposto que o proprietário desse iPhone com defeito, está-se perfeitamente nas tintas para o sucesso de vendas do iPhone, porque o dele, tem defeito e isso é que conta.

    De resto, existe aquela máxima do Marketing, em que um mau atendimento, uma crítica, um factor desfavorável terá muito mais impacto que o contrário.

    Se fores bem atendido, tudo bem! Se fores mal atendido, contas a 5 pessoas, no mesmo dia. Aqui a lógica é a mesma e a Apple não me parece para já, preparada para isso, devido ao crescimento rápido que tem sofrido.

    De qualquer forma, o post é mais uma forma de alerta do que negativista. Acredito que a Apple conseguirá adaptar-se à dimensão que ganhou. O prolongamento do período de "trial" do MobileMe, a troca gratuita dos MagSafe e dos iPod Nano 1G explosivos prova que a Apple está a mudar de postura, até porque a Apple é conhecida por cobrar basicamente tudo.
    Perante tanta má publicidade e com os holofotes todos apontados para Cupertino, esta postura pode surpreender, mas parece-me muito positiva.

    Devo ainda dizer que a Apple teve um excelente resultado no que diz respeito à satisfação do cliente. Acredito que as Retail Stores sejam as grandes responsáveis, sobretudo depois de ter estado na Apple Store da 5ª Avenida em Nova Iorque. Efectivamente os "genius" percebem mesmo da coisa e são tipos competentes e extremamente profissionais...e sabem realmente daquilo (senti o mesmo na TB Store). Mas isso são as retail stores...

    Repito...isto é sobretudo um post de alerta...todos nós sabemos como a Apple não deve ser...e por vezes, dá a sensação que a Apple vai ser o caminho que não queremos, sendo certo, que tenho a convicção que Jobs não deixará isso acontecer. Aliás, acredito que muito do que tem acontecido, deveu-se a uma certa ausência de Jobs (por causa da famosa doença). Agora que ele está de regresso e bastante interventivo, acredito que vai arrumar a casa de uma vez por todas.

    Quanto à comparação do Google e do MobileMe...vou deixar para outro post, dedicado ao Cloud Computing...acho que é um tema que merece alguma reflexão.


    De Rui Barbosa a 21 de Agosto de 2008 às 23:25
    Deixa-me só salvaguardar que adorei ler o post, só achei necessário fazer esta observação.

    De resto, concordo totalmente com o que acabaste de dizer. São sinais, mas acredito piamente que serão ultrapassados e, quiça, superados :)


    De Sofia a 21 de Agosto de 2008 às 11:14
    O artigo está muito bom. E diz muito sobre o assunto. :) Acrescento que, em Portugal, a ascensão do iPhone poderá ser modesta, tendo em conta os altos preços praticados pelos operadores Vodafone e a Optimus. De acordo com a Deco estão a vender o iPhone a preços demasiado elevados, os tarifários praticados são absurdos e, além disso, impedem os clientes de desbloquear o telemóvel, o que entra em clara rota de colisão com os direitos dos consumidores. Que mau aspecto...

    Mas lá está: aproveitar o ensejo de muitos para cobrar mais uns tostões... tss tsss já começa a ser lugar comum.


    De Phil a 21 de Agosto de 2008 às 12:41
    Antes de mais, obrigado pelo comentário.

    É verdade, em Portugal o volume de vendas não correspondeu ao hype criado em torno do iPhone. Em conversa com as funcionárias da Vodafone que simpaticamente me atenderam, quando adquiri o meu, revelaram que o volume é de facto muito baixo.

    Isso é facilmente provado, quando sabemos poucos dias depois do lançamento, que Portugal deve direito a 15000 unidades e praticamente 1 mês depois do lançamento, só tinham sido vendidos 4000. Muito pouco de facto...

    Infelizmente, a ver pelos tarifários que a TMN adoptou para os concorrentes do iPhone, o HTC e o Samsung, no futuro devemos continuar a ter os tais tarifários castradores, mesmo depois do lançamento do iPhone através da TMN, que ocorrerá no futuro, ainda com data a anunciar.

    No meu caso, felizmente tenho alguma margem de manobra para poder ter um iPhone (para além do enorme desejo de o ter) e porque a despesa mensal com comunicações acaba por não aumentar e porque tenho Wifi em casa, o que me permite utlizar o iPhone sem recorrer ao 3G e sem pensar muito no tráfego gasto (o grande problema dos tarifários nacionais).

    Mas sem dúvida que as operadoras tentaram aproveitar o hype e provavelmente terão dado um tiro no pé...mesmo que de raspão...


    De Diogo Flórido a 23 de Agosto de 2008 às 10:38
    Bem, vou comentar a dizer que gostei de ler o artigo, realmente falas de factos, mas acho que exageras um pouco, penso que estes serviços com o tempo irão todos ao lugar.

    Quanto ás falhas de hardware, rachas, sobre aquecimentos, etc, acho que primeiro com a ascensão da Apple como uma empersa "diferente" que pouca gente conhecia mas que tem produtos muito bonitos e se diz muito bem de tudo o que faz, surgem aqueles que compram os produtos e á mínima falha fazem querem espalhar o máximo para dizer mal! Acredito que antigamente também o hardware teria defeitos mas a marca era tão pouco falada que esses defeitos não vinham á luz dos media. Com isto não quero desculpar a Apple, e aqui tens razão, com o crescer da procura pelo seu hardware a produção teve de aumentar e a qualidade poderá ter reduzido infelizmente, eu cá tenho um iMac 24" e estou totalmenet satisfeito:)

    Agora quanto ao iPhone e tarifários... espero que se passe o mesmo que aconteceu com a Cabovisão, Sapo, Clix, Meo, Zon e afins, o aparecimento no mercado de um serviço com tráfego de downloads ilimitado fez a concorrência mudar a sua esratégia de longa data que apenas contribuia para enriquecer os seus cofres quando tinha possibilidades de oferecer mais.
    Se a TMN realmente conseguir o iPhone espero que os tarifáriso sejam mais aliciantes, mas não estou a ver isso a acontecer:(

    Para finalizar agora acho que a Apple devia parar um pouco com lançamento de produtos que o público tanto quer, o falado Mac Tablet, para se concentrar em optimizar toda a sua gama de produtos e depois sim desenvolver novos produtos de grande qualidade


    De Raffa a 28 de Agosto de 2008 às 18:40
    Dos melhores artigos que já li sobre a Apple. Totalmente realista. Muitos parabéns!


    De Phil a 28 de Agosto de 2008 às 21:36
    E muito e muito obrigado pelo comentário...

    Nem por acaso, hoje o TUAW publica isto:
    http://www.tuaw.com/2008/08/28/why-is-everyone-picking-on-apple/


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