Ontem, assisti a esta reportagem da CNN, que mostra um pouco da humilhação a que foram sujeitos os CEOs das 3 construtoras de automóveis que ontem se deslocaram até ao Congresso Norte-Americano, para conseguir um financiamento por parte do estado americano, por forma a evitar despedimentos em massa ou até mesmo evitar a futura falência das respectivas empresas.
Pessoalmente não concordo com o financiamento a estas empresas. A indústria automóvel tem tido diversas oportunidades para inovar e apresentar novas soluções, sobretudo a nível energético. Poucas foram as soluções que passaram do papel ou da fase de protótipo e os híbridos foram mesmo a única solução que chegou à fase de produção.
Com a crise económica que se instalou no mundo e face aos preços que estavam a ser praticados pelas gasolineiras, seria previsível que as empresas da indústria automóvel também sofressem na pele as consequências da crise. Agora a questão é: "Valerá a pena ajudar financeiramente estas empresas?"
Vejamos...perante um ambiente de crise, os particulares e as famílias evitam a compra de determinados produtos ou bens. Felizmente, nos últimos anos, o automóvel tornou-se num bem relativamente acessível a quase todos. O problema que é perante o cenário actual, a renovação do parque automóvel torna-se secundário. Um veículo com alguns anos, vai com certeza preencher as necessidades das famílias. Nos EUA, existe o hábito adquirir os automóveis através de Leasing criando ciclos regulares de compra de novo automóvel, normalmente que se cifra nos 2 anos. Obviamente que este cenário económico, vai com certeza, inibir a compra de novos automóveis a curto prazo.
Por outro lado, a falta de inovação e o recurso a novas formas de energia têm vindo a tornar o automóvel num produto sem qualquer tipo de interesse, dependente dos combustíveis fósseis, no fundo, um produto que as pessoas não vão querer comprar.
Perante estas premissas, será pertinente ajudar financeiramente a indústria automóvel? Provavelmente, as empresas vai cometer os mesmos erros e a curto prazo estariam na mesma situação. Não podemos, obviamente, esquecer que estão em jogo milhares e milhares de empregos e isso deve ser tido em consideração...mas deve ser tido em consideração por todos mesmo...mesmo pelos CEOs e a forma gerem as empresas e os congressistas quiseram-no provar isso mesmo...vejamos...
Para a encontro de ontem no Congresso, os CEOs dos 3 gigantes da indústria automóvel, deslocaram-se até Washington em Jactos particulares e a reacção foi esta...
Estão a ver este confronto em Portugal? Entre a Assembleia da República e grandes empresas portuguesas?
Adiante...empresas que precisam de apoio financeiro...sim senhor...mas então, de quando precisam? Um número? Reparem na resposta do CEO da GM...
Parece-me evidente que estas empresas pretendem aproveitar o momento e garantir uns quantos mil milhões de dólares...seja que valor for...porque eles próprios não têm noção de quanto precisam...
Eu gostava de ver o Vítor Constâncio enfrentar o Congresso norte-americano, a sério que gostava...
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