Como já é do conhecimento público, o furacão Gustav está a deslocar-se em direcção a New Orleans, nos EUA, zona que foi gravemente afectada pelo furacão Katrina em 2005. Contudo, todas as previsões indicam que o Gustav poderá ser ainda pior que o Katrina.

Com o know-how adquirido em 2005, já estão a ser tomadas todas as medidas para que nada do que aconteceu no passado se repita. Curioso é o facto das aplicações de social networking estarem a ser o foco das atenções, uma vez que estas poderão ser úteis, senão mesmo essenciais, para lançar os alerta após a passagem do furacão. Twitter, Wiki, Ning, são algumas das aplicações que já estão em produção a pensar no pior.
Esperemos sinceramente que nada disto seja necessário...
Via Podcasting News.
Hoje descobri esta pérola das Internets...então para quem gosta de fotografia...meus amigos, isto é brinde e tanto, porque, para além de se trataram de fotos dos últimos 100 anos, essas fotos são disponibilizadas em alta definição.
Shorpy (shorpy.com) é o nome do photo-blog e já está no meu Google Reader.

Naturalmente tinha que deixar aqui um exemplo e que melhor exemplo do que uma foto tirada em 1901 de Nova Iorque a partir da Libery Island, a ilha onde se encontra a Estátua da Liberdade. Se clicarem, na imagem, têm acesso à mesmo foto em alta definição.
Naturalmente, Nova Iorque passou a ter um lugar especial no meu coração e obviamente não podia deixar de publicar mais uma foto minha de Nova Iorque, tirada mais ou menos do mesmo local, no passado mês de Julho.

Tenho mesmo que lá voltar...
A escolha de John McCain, candidato republicano para Presidência dos Estados Unidos, para Vice-Presidente foi uma espécie de coelho da cartola que acabou de ser tirado, em grande estilo diria eu.
Esta escolha prova pelo menos, que McCain será um osso duro de roer por parte de Obama, ou seja, teremos aqui uma corrida taco a taco, uma disputa que vai parecer por momentos que estamos perante uma feud de Wrestling, uma feud que vai durar até à maior evento do ano, neste caso, as Eleições presidenciais em Novembro.
Considerando a imagem que ilustra esta post, já perceberam que a escolha de McCain foi uma senhora, a Governadora do Alaska. Chama-se Sarah Palin e tem 44 anos, com uma carreira com a avaliação muito positiva, tenho ganho algum estatuto à frente do estado do Alaska.
Considerando que esta eleição esteve desde cedo a percorrer caminhos históricos. Primeiro negro, uma quase primeira mulher...e agora, McCain, um "rato velho americano", veterano do Vietnam, lança esta cartada que poderá mudar completamente o futuro desta eleição, demonstrando que teremos disputa até ao fim.
Com este post, parece que fiquei agradado...não...nada disso...bem pelo contrário...estou bastante apreensivo...
Bem, pode-se dizer que o novo template está operacional. Parece que me fez bem o cansaço total de ontem, o que me levou a deitar estupidamente cedo, o que me permitiu ter aquilo que tecnicamente se chama "Dia Produtivo".

Este novo template trás algumas novidades. Já vi pelos comentários ao post anterior que o template anterior reúnia o consenso, mas havia alterações que gostava muito de fazer e os principais beneficiários são os leitores e sabe sempre bem, mudar o estaminé.
Mas vamos por partes:
- Logotipo: Finalmente encontrei uma espécie de logotipo ou ícone com o qual me identificava e que não fosse naturalmente uma maçã...há muito mais vida para além da maçã...depois consigo fazer a ponte com um dos outros projectos que mantenho, juntamente com o David e a Maria João Valente, o Triplo Expresso, um podcast dedicado a tecnologia.
Uma novidade é o facto do logotipo ser finalmente clicável. Uma função que eu faço questão de ter, mas por limitações da plataforma, nunca implementei. Está feito e espero que vos seja útil na navegação do blog.
- Frase: Já algum tempo que tentava encontrar uma frase, que resumia eficazmente sobre o blog e o seu autor. Ora como sou viciado em café, mesmo daqueles de máquina do trabalho que são mais água suja do que café, a associação parece-me óbvia...e claro, a natural associação à maçã...e sim, meus senhores, há café com sabor a maçã...não vá essa dúvida assaltar-vos ao ler este texto.
- Em destaque: Tenho reparado que muitos blogs, sobretudo de tecnologia que não são necessariamente blogs pessoais, possuem uma zona no topo dos posts, que destaca alguns dos posts mais importantes, o que faz tudo o sentido, considerando a estrutura de um blog. Afinal, à medida que vamos publicando conteúdo, alguns posts mais interessantes perdem-se. Assim, estão ali bem à mão e bem visíveis quando entramos no blog.
- myNetwork: Nesta zona estão todos os links das minhas ligações de Social Networking, que inclui os links dos RSS. Naquele grupo, existe uma novidade...o meu regresso ao Last.fm.
- Projectos: Esta zona mantém-se, mas gostava de destacar os restantes projectos a que estou ligado, com um enorme prazer e que há fortes possibilidades de ser estendido, mas para já, é só uma possibilidade...pelos menos, meios já existem...
Aqui ficam então as referências:
Triplo Expresso (triploexpresso.com) - É um magazine aúdio (podcast) sobre computadores, internet e cybercultura. Num estilo descontraído, conta com participação de três amigos que se conheceram na blogosfera.
MacNews (lojamac.com/blog) - O Mac News é um centro de informação sobre informática e multimédia, e dedicado particularmente ao mundo Apple. Notícias, rumores, truques e dicas, são alguns dos conteúdos que fazem o dia-a-dia deste blog.
iPhone.com.pt (iphone.com.pt) - O iPhone.com.pt é uma espécie de blog primo do Mac News. Também com um dedo do pessoal da LojaMac.com, este blog dedica-se ao universo do iPhone, destacando algumas notícias e dicas sobre o telemóvel do momento.
Espero que gostem das alterações. Não será com certeza do agrado de todos e nunca será um template estático e de certeza que verão regularmente alterações. Se quiserem, podem deixar sugestões nos comentários, serão sempre bem vindas...
Nota: E que tal começar a organizar a publicação de templates por épocas...como na moda? Afinal de contas um tipo muda de template, como muda de camisa... (perceberam?? Moda...camisa?)
Também o blog vai entrar numa nova fase...e portanto, vai entrar numa espécie de "live mode - work in progress"...
De qualquer forma, é mesmo só o template que vai mexer, mais uma vez...enfim, é mais forte que eu...
Hoje comemoram-se os 20 anos do grande incêndio do Chiado, o coração da Baixa Lisboeta, o centro cultural da capital portuguesa.
Infelizmente, no dia de hoje recordam-se as imagens de 1988 e as palavras de quem viveu a tragédia e tenta-se perceber com os mais velhos como era o Chiado no passado, antes do incêndio...mas como diz o povo "As imagens valem 1000 palavras"...




Os que acompanham o blog ou que me conhecem, sabem que gosto de fotografia, mas tenho uma particular paixão por fotos que nos mostram locais que tão bem conhecemos e que mudaram muito pouco ou que mudaram bastante e têm um elemento que se destaca que se mantém inalterado e tudo o que está em seu redor mudou radicalmente.
Neste caso, foi uma zona que sofreu um enorme incêndio e que tive oportunidade de conhecer ainda antes do incêndio. Recordo-me bem a Rua do Carmo com aqueles mamarrachos de mármore a servirem de floreiras que acabaram por atrapalhar a tarefa dos bombeiros no fatídico dia 25 de Agosto de 1988. Tenho ainda uma recordação vaga de visitar todas aquelas lojas, nomeadamente os Grandes Armazéns do Chiado. Infelizmente não tenho memória dos detalhes arquitectónicos do interior do edifício que oiço tanta gente destacar, já para não falar no glamour que parecia emanar daquela zona de Lisboa, um certo "charme" que se perdeu com o incêndio.
O Chiado sempre foi uma zona elitista, um ponto de encontro e de referência da Lisboa Cultural. Ainda o é hoje, mas o incêndio permitiu que a zona se democratizasse, com tudo que isso pode trazer de bom e de mau.
A edição deste mês da Exame Informática trás uma interessante análise aos dois serviços de televisão que disponibilizam neste momento boxes que permitem a visualização de conteúdos HD, bem como a gravação de vídeo.
Quem costuma passar por aqui, sabe qual é a importância deste tema para mim.
Deixo-vos um resumo dos pontos analisados pela Exame Informática, onde claramente se verifica que o ponto fraco de um dos serviços, é o ponto forte do outro, com excepção da qualidade de imagem HD, em que temos um empate. De resto, eu gostava de considerar que neste momento os dois serviços encontram-se num perfeito empate técnico e o factor de desempate pode até nem o ser...mas já vamos...

Quais serão então os Prós e Contras do Meo?
Prós:
- Interface intuitivo, que facilita a utilização.
- Fazer zapping é rápido.
- É possível alugar e reproduzir vídeos em tempo real - e já muito por onde escolher.
- Além dos 35 canais base, é possível escolher dois bons pacotes temáticos gratuitos (mais 10 a 11 canais).
- O utilizador pode adicionar e remover packs temáticos e canais extras directamente no televisor, sendo obrigado a mantê-los somente durante 30 dias.
Contras:
- A instalação tem que ser feita por técnicos, sendo um processo complexo de cabos, boxes e modems, sobretudo se quiser o Meo em mais que um televisor.
- Cada box extra custa 2,48 euros/mês e só é possível ter o Meo a funcionar, no máximo, em 3 televisores.
- A qualidade de imagem nos canais SD (Standard Definition), que são a esmagadora maioria, é reduzida.
- A largura de banda de acesso à internet está limitada aos 8 Mbps e é afectada pela utilização da televisão.

E quais serão então os Prós e Contras da Zon?
Prós:
- É só adquirir, levar para casa e ligar os cabos.
- A qualidade de imagem dos canais SD é muito satisfatória.
- Não é necessário fazer alterações aos serviços de TV Cabo e Netcabo.
- O acesso à Internet não é afectado pela televisão e pode chegar aos 30 Mbps.
- O sinal analógico da TV Cabo mantém-se activo em todas as tomadas da casa.
Contras:
- A interface tem um ar antiquado e complexo.
- Fazer zapping na Zon Box chega a ser desesperante.
- Se vê pouca televisão, deverá ponderar que estará disposto a pagar mais 5 euros/mês só para ganhar um ou dois canais HD e um aparelho de gravação de vídeo.
- Mesmo em stand-by, a máquina consome 27 watts.
Em resumo:
Facilidade de instalação - Zon
Assistência Técnica - Meo
Qualidade de imagem HD - Empate
Qualidade de imagem SD - Zon
Interface de utilização - Meo
Aluguer de vídeo - Meo
Acesso à Internet - Zon
Desempenho (zapping, menus...) - Meo
Portanto, parece-me evidente que estamos perante um empate técnico, isto é, a adesão a um e a outro serviço poderá depender da actual situação contratual do cliente. Provavelmente, um cliente TV Cabo fará sempre adesão à Zon Box e não mudará para o Meo. No entanto, se não for cliente TV Cabo e ainda for cliente PT ou se não tiver nenhuma linha telefónica, o Meo fica ligeiramente à frente.
Mas sejamos rigorosos...será que devíamos nesta análise incluír um novo factor. Reparem...estamos perante duas fornecedores de redes de canais de televisão, isto é, a responsabilidade dos conteúdos não será com certeza da Zon ou do Meo.
Ou seja, a falta de rigor dos horários das televisões, cria falhas nos EPGs (Electronic Program Guides) e os sistemas DVR, de gravação de vídeo, dependem e muito da eficácia desses sistemas. Eu arriscava dizer que em Portugal será impossível a curto, médio ou longo prazo ver um sistema rigoroso de horários.
Por outro lado, temos a completa ausência de canais HD. As ofertas resumem-se a 2/3 canais, um ou outro durante eventos desportivos importantes e poucos mais. Infelizmente, em Portugal, apostou-se em plataformas perfeitamente inúteis, como o MobileTV e esqueceram-se do HD. Como foi possível a RTP criar um canal HD só para os Jogos Olímpicos (porque na origem era possível tê-los em HD) e não fez um investimento para que todos os conteúdos fossem transmitidos no mesmo canal. Mesmo nos EUA, nem todos os programas são transmitidos em HD, mas o canal é totalmente transmitido em HD e os programas que ainda não estão nesse formato, são transmitidos numa qualidade superior. Não é HD, mas é transmitido num canal HD com qualidade superior à normal, mesmo que tenha que receber barras laterais negras, para resolver a questão do formato.

Enquanto o espectro da televisão em Portugal não mudar, a adesão a este tipo de produtos é pouco (ou mesmo nada) interessante. Fazer a adesão a este tipo de produtos para ver um Europeu de futebol ou os Jogos Olímpicos é muito redutor. Os principais conteúdos televisivos chegam-nos dos Estados Unidos, nomeadamente as séries, normalmente transmitidas em HD e por isso, não consigo compreender esta aparente passividade das televisões nacionais em aderir definitivamente ao HD. Ok, existem problemas na obtenção de direitos...então os conteúdos e programas nacionais?
A Zon e o Meo, como parte interessada também deviam ter algo a dizer...mas isto sou eu...
Nota: Os Prós e Contras apresentados e os "resultados finais", são da responsabilidade da Exame Informática. O texto tem pinceladas minhas, mas o conteúdo pouco ou nada foi alterado. Portanto, se não estiverem de acordo com algum ponto da análise é favor remeter para a Exame Informática. Recordo ainda que o conteúdo da análise é mais extenso, pelo que, a publicação deste post, não dispensa a leitura da análise, bastante completa de resto, e com intervenções dos responsáveis das duas empresas.
O restante texto, esse sim, é da minha autoria...portanto, é só comentar...
Este é mais um post que nasceu na manhã de ontem, no ginásio, quando passava os olhos pela SIC Notícias, quando era transmitido o TV Turbo, o programa nacional dedicado aos automóveis. Uma das análises era um super desportivo...o Aston Martin V8 Vantage.
Como é conhecido, sou um fan do Top Gear, para mim, o melhor programa de automóveis do mundo, que dedica o seu espaço, sobretudo às super máquinas que circulam nas estradas e o Aston Martin é um deles.
Tive então a ideia de colocar a par, uma análise ao mesmo automóvel feita por três programas diferentes, sendo que, o outro programa é o Fifth Gear, também inglês e rival do Top Gear. Nota ainda para o facto de não ter encontrado uma análise "isolada" da versão em questão por parte do Top Gear, por isso, fiz o comparativo com a análise feita à versão Roadster do mesmo modelo.
Agora o "nosso" TV Turbo, tem um longo caminho a percorrer...vejamos então o comparativo...
Convencidos??
Eu tinha mesmo que criar uma espécie de competição em redor disto...it's just Top Gear Style!!
Hoje, enquanto fazia o meu treino matinal, infelizmente ainda sem Body Combat, dava num dos ecrãs do health club (ginásio...o que lhe queiram chamar), a revista de imprensa na SIC Notícias e eis que surge em todo o seu esplendor, a seguinte capa...

Ok...tudo bem...é uma normal capa de domingo do Diário de Notícias...mas reparem bem na capa, onde se destaca isto...
Portanto, chegar de manhã ao ginásio e dar de caras com o Ministro da Economia, Manuel Pinho a nadar numa piscina...digamos que é um pouco violento...mas Manuel Pinho e Michael Phelps na mesma piscina, na mesma foto...agora aquela presença ao lado de Phelps...num piscina?...enfim...que cena surreal...
Só espero que o sr. Ministro transmita o que tem a transmitir para a futura (espero que haja mesmo alteração) presidência do Comité Olímpico Português...pode ser que tenhamos alterações no panorama desportivo...ou então não!!
Definitivamente, o iPhone 3G com Jailbreak está a ficar cada mais apetitoso, claro que a App Store oficial, também dá uma ajuda.

Foi ontem lançada a versão actualizada do iPhone Video Recorder para o iPhone 3G. Infelizmente é uma aplicação para iPhones com Jailbreak e paga. Felizmente há uma coisa que se chama "Internet" e resolve a parte do "paga". Hoje, durante a tarde, já tive oportunidade de fazer um pequeno teste.
Não aguentei e para juntar ao ramalhete multimédia, acabei por adquirir por 0,79 Euros o iRecorder, para poder fazer gravação áudio directamente através do iPhone.
Quer os vídeos gravados pelo Video Recorder, quer os ficheiros áudio do iRecorder (formato AIFF) podem ser importados do iPhone via SSH. Estão a ver as potencialidades disto, não estão?
Como teria sido diferente a viagem a Nova Iorque com este iPhone.
...será o dia do regresso do Undertaker a Portugal.

Será nesse dia que decorrerá mais um evento da WWE em Portugal, com a passagem do SmackDown/ECW Tour pelo Pavilhão Atlântico em Lisboa.
Destaque ainda para o regresso do Triple H, que marcou presença no último evento realizado, mas representado o RAW. Regressa agora como campeão e pelo SmackDown.
Para mais detalhes, podem consultar o site da WWE.
Ao contrário do que aconteceu nos outros eventos, ainda não comprei bilhete...terei que tratar disso...
Recordo ainda que todos os combates e superstars presentes, serão sujeitos a confirmação até ao início do espectáculo. A promotora já confirmou a vinda do Undertaker, mas a WWE poderá mudar de planos a qualquer momento.
Para mim, esta guerra da Banda Larga Móvel já é antiga...portanto, os novos preçários pré-pagos de Banda Larga Móvel, pura e simplesmente não me provocaram qualquer tipo de reacção.

Estes lançamentos da TMN e da Vodafone chegam a tarde e a más horas, sobretudo porque já temos o iPhone entre nós e porque continuamos a ter preços elevados para limites muito "castradores", aplicando a expressão utilizada pela DECO.
O iPhone não substitui este tipo de serviço, naturalmente, mas é uma excelente opção quando precisamos de fazer alguma navegação e consultar e responder e-mails. A Banda Larga Móvel, podia ser muito mais que o iPhone, mas por causa dos limites impostos, não consegue efectivamente "dar o salto" (juro que não é um trocadilho com o Kanguru), quando comparamos a banda larga com alguns dos telemóveis do momento, como o HTC Touch Diamond, o Samsung Omnia ou o iPhone, cujos preçários oferecem limites semelhantes com a mesma velocidade.
Além disso, os tarifários foram claramente pensados para incentivar a utilização da Banda Larga Móvel com mensalidade. Vejamos o caso da TMN.
Para 900 MB de tráfego, pagamos 30 Euros. Pelos mesmos 30 Euros ou para sermos mais rigorosos, 29,90 Euros, podemos pagar uma mensalidade que nos "oferece" 2GB de tráfego. Depois ainda temos o problema da velocidade. Não considerando a dependência que existe em relação à cobertura, o serviço pré-pago permite velocidades até 512 Kbps, face ao 1 Mbps do serviço pós-pago.
Portanto, estamos claramente a pagar mais por menos, regra geralmente utilizada para os serviços pré-pagos. Ou seja, estamos basicamente na mesma, sendo que, a única vantagem passa mesmo pelo facto que não termos o compromisso...
Agora bonito bonito era repensarem os limites do iPhone, tá?

Entra com a bandeira e sai com a bandeira...como campeão olímpico! Parabéns Nelson!!
Já algum tempo, que desejava fazer este artigo, sobre a história recente da Apple e de que forma a Apple poderá estar a sofrer com o seu próprio sucesso. Aviso desde já que o artigo é longo, mas tinha que o fazer.
Em Junho de 1997, a Wired destacava na sua capa que a Apple podia estar perante um final penoso. A empresa estava praticamente na falência e sem rumo. No entanto, em 1997, a empresa já era liderada por Steve Jobs, que tinha regressado em 1996, após a aquisição da NeXT por parte da Apple, empresa criada por Jobs após a sua saída da Apple depois de 1985, o que permitiu regresso do seu fundador.

Depois do seu regresso, Steve Jobs tornou-se no CEO interino depois da saída de Gil Amelio, que terá perdido a confiança no conselho de adminstração. A partir desse momento, Steve Jobs iniciou um processo de recuperação da empresa. Em bom português, esteve até 1998 a arrumar a casa e a dar um novo rumo à empresa de Cupertino. Em 2000, torna-se no CEO efectivo da Apple.
Claramente estamos sobre o primeiro grande momento da recuperação da Apple, que passou pela intervenção e parceria da Microsoft, fundamental para injectar capital num momento tão importante e garantir a presença de algum software da Microsoft no Mac OS X nos anos que se seguiram.

O segundo grande momento, foi sem dúvida o lançamento do primeiro iPod em Outubro de 2001. O mercado da música nunca mais seria o mesmo a partir daí.
Um dispositivo portátil, com boa capacidade de armazenamento, um interface inovador, a implementação da click wheel, que já apontava a direcção para a interacção através do toque.
O iPod trouxe consigo também o iTunes. Para além de ser um Media Player (mais robusto que o Quick Time) do Mac OS X, tornar-se-ia na aplicação que ia permitir sincronizar as nossas músicas com o iPod. Permitia também facilmente ripar os nossos cds para o disco, ficando as músicas disponíveis para sincronizar com o iPod. É aqui que entra a iTunes Music Store. A partir desse momento, a Apple conseguia criar uma plataforma que permitia facilmente ao utilizador, não só sincronizar a música com o seu iPod, como também adquirir a música através dessa mesma plataforma. No entanto, o iTunes é também revolucionário porque chega também aos utilizadores de Windows.
Era claramente o momento da emancipação do iPod, chegando ao maior número de pessoas e de utilizadores, fossem eles "Mac Users" ou "Windows Users". De resto, foi-se percebendo ao longo do tempo, que um utilizador Windows, proprietário de um iPod, tornava-se num potencial "Switcher", isto é, alguém que se torna num "Mac User". Foi evidente, a dada altura, que o iPod se tornou num objecto utilizado pela Apple, para captar novos utilizadores para a plataforma Mac, numa espécie de política de cross-selling.
Com a evolução do iPod, também a loja online do iTunes foi evoluíndo, disponibilizando não só música, como séries de TV, filmes, bem como outro tipo de conteúdos gratuitos, como Podcasts. Assim, a iTunes Music Store, passa somente a iTunes Store, considerando os múltiplos formatos entretanto disponibilizados.
É mais ou menos nesta altura, que eu acordo para a realidade da Apple e começo aos poucos a ganhar interesse em relação à marca da maçã, sobretudo por culpa dos Podcasts, que tinham um enorme destaque na iTunes Store.
Portanto, em 2005, temos uma Apple em franca expansão, com produtos de alta qualidade, com um design sem paralelo e a piscar o olho às massas, através do iPod e através deste, tentar captar novos utilizadores para o mundo Mac e sempre com uma legião de fans a acompanhar a marca, por vezes, de forma completamente cega, quase uma religião e muitos deles completamente anti-Microsoft, esquecendo-se do papel fundamental que esta teve no processo de recuperação da Apple.
É também em 2005, que se inicia outro grande momento da vida da Apple, quando a mim, o ponto de viragem. Começa o processo de migração dos processadores PowerPC, que até aí, equipavam toda a gama de Macs, pelos processadores Intel.

Esta decisão, foi olhada de lado pelos puristas da Apple. Mais uma vez, a Apple seguia o rumo da massificação, uma vez que estas máquinas teriam também finalmente a possibilidade de instalar o Windows de raíz. Ou seja, os Macs tornavam-se finalmente mais interessantes para quem tinha receio em mudar de Windows para Mac OS X. Se a adaptação falhasse, havia sempre o Windows. No entanto, os puristas esqueciam-se que quando isso acontecesse, já o utilizador tinha comprado uma máquina Apple. Se o Windows se tornasse para muitos no sistema operativo pré-definido, já pouco importava. A máquina estava vendida. O tempo veio provar que de facto, quem compra um Mac, acaba por saber ao que vai e o Windows acaba por se tornar coisa do passado.
Em poucos meses, a migração estava concluída e as vendas começavam a aumentar e trimestre a trimestre, os resultados demonstravam que nunca se tinham vendido tantos Macs e esta frase é repetida sempre que há apresentação de resultados, o mesmo acontecendo com o iPod, que entretanto, já tinha extendido a gama de modelos. Para além do Classic (denominação atribuída recentemente), a Apple passou a apresentar o Shuffle e o Nano (que substítuiu o Mini).
Chegamos então a Janeiro de 2007, altura em que a Apple marca presença na MacWorld, como habitualmente, cuja abertura é sempre da responsabilidade de Steve Jobs e a habitual keynote. Este é sem dúvida um momento fundamental para entendermos a Apple de hoje.
É nesta apresentação que Steve Jobs, apresenta 3 novos dispositivos. É um iPod, é um dispositivo de Internet e um telefone...ou melhor...são 3 funções reunidas num único dispositivo. Estou obviamente a falar do iPhone, que seria lançado em Junho desse ano.

Para além das funções destacadas, o iPhone marcou o arranque da tecnologia multi-touch integrado, como é habitual na Apple, num interface intuitivo e inovador, já para não falar do design minimalista que marca os produtos Apple.
Contudo, este lançamento poderá marcar a Apple pela positiva e pela negativa.
A bater recordes de vendas a todos os níveis, a Apple tornou-se numa marca de massas e esse facto obrigou a um crescimento da própria Apple. A questão passa por perceber se a Apple consegue responder eficazmente ao seu próprio crescimento. Estará a Apple preparada para a sua própria dimensão?
Com o lançamento do iPhone, o desenvolvimento do Leopard, o Mac OS X mais recente, foi prejudicado e a data de lançamento adiada. Sendo o Tiger, a versão anterior do Mac OS X, uma versão amada pelos utilizadores de Mac, o seu sucessor teria que ser no mínimo, igual, em termos de fiabilidade e estabilidade. Depois do seu lançamento em Outubro de 2007, percebeu-se que o Leopard teria ainda um longo e tremido caminho pela frente e que provavelmente a versão que foi lançada, seria ainda uma versão Beta. Apesar do desastre do Windows Vista, lançado no início de 2007, a Apple não podia adiar mais o lançamento do seu novo sistema operativo.
Chegados a 2008, encontramos uma Apple que começa a ter problemas na qualidade dos produtos que apresenta. São diversos os casos em que o MacBook acabou por derreter com o calor gerado pelo processador, que há peças da sua estrutura que acabam por partir ou que os parafusos do lado esquerdo só lá estão para enfeitar, já para não falar do MagSafe, que poderá também apresentar alguns problemas (de resto, a Apple assumiu ontem mesmo que trocará todos os MagSafe gratuitamente, estejam dentro ou fora da garantia).

Um ano depois do lançamento do iPhone original, é lançado o iPhone 3G em 11 países, grupo onde está incluído Portugal. Ao contrário do que aconteceu com o original, esta versão está a dar fortes dores de cabeça à Apple. Firmware com problemas (mais uma vez, dando a sensação que estamos perante uma versão Beta), a versão Branca de 16GB a apresentar rachas no plástico, problemas de conectividade no 3G, faltando confirmar se é um problema de software ou uma falha grave de hardware no chip da Infineon e no dia de lançamento, o processo de activação do iPhone apresentou períodos longos de indisponibilidade, muito por culpa do novo processo de activação, realizado no acto da compra. Houve quem não tivesse conseguido adquirir o iPhone, por causa desse facto. A estes problemas, podemos acrescentar toda uma confusão e polémica gerada em torno dos preços e tarifários nos países onde tem sido lançado. O problema passará naturalmente pelos operadores, mas a Apple, claramente não sai bem da fotografia, apesar do sucesso do iPhone 3G.
A 2 dias do lançamento do iPhone 3G em mais 21 mercados, com um sucesso esmagador nos 11 países onde já foi lançado, com as aplicações para o iPhone vendidas na App Store a baterem igualmente recordes, com as vendas de Macs sempre a subir, a Apple vê-se confrontada com um conjunto de problemas.
O primeiro grande problema começa pela liderança. A história da Apple confunde-se com a vida de Steve Jobs e tendo ele, um historial em termos de problemas de saúde, qualquer sinal de agravamento do seu estado de saúde, afecta necessariamente o comportamento do título da Apple nos mercados bolsistas, influenciando obrigatoriamente as contas e resultados da empresa. A forma como se apresentou na WWDC de 2008, onde apresentou o iPhone 3G, veio colocar em cima da mesa, a questão da sucessão e qual será o futuro da empresa de Cupertino sem Steve Jobs à frente.
De repente, temos uma empresa que demonstra que poderá estar a colocar de lado o controlo de qualidade dos seus produtos, para que consiga responder a todos os pedidos, está apresentar problemas de software a vários níveis. A Apple é conhecida por demorar a corrigir erros graves de segurança, nomedamente no Mac OS X. O firmware do iPhone continua a dar problemas apesar das actualizações e o MobileMe, lançado paralelamente com o iPhone, tem sido um completo desastre, com sucessivos pedidos de desculpas e prolongamento do período experimental, tudo porque a Apple cometeu a loucura, no passado dia 11 de Julho de lançar 4 produtos: iPhone 3G, fimrware 2.0, a App Store e o MobileMe.

Por isto tudo, não é de admirar o conteúdo da capa da Wired de Abril deste ano, uma clara evocação da famosa capa de 1997, mas desta vez, uma Apple Genial, mas também Demoníaca, que por vezes, parece que não olha aos meios para conseguir atingir os fins, isto é, bater a concorrência de forma esmagadora, obtendo de resultados nunca vistos. Infelizmente, a Apple tem provado que isso poderá prejudicar os utilizadores e muitos deles, antigos utilizadores Apple, olham para esta Apple de 2008 de forma desconfiada.
Em resumo, a Apple está a ser vítima do seu próprio sucesso. Se chegaram até este ponto do texto, terão reparado que há um destaque para os dois/três últimos anos, entre 2005 e 2008. Em 2005, a Apple era um assunto restrito aos sites e blogs dedicados a esse universo e praticamente só o iPod conseguia chegar às revistas e sites mais generalistas. Hoje, há Macs em todo o lado. Facilmente se vê um iPod e o iPhone anda nas bocas do mundo e toda a gente reconhece facilmente a maçã.
Só para ser ter uma ideia deste crescimento assustador, podemos pegar no preço das acções da Apple. Em Outubro de 2001, quando foi lançado o iPod, valiam cerca de 9 dólares. No final de 2005, já valiam cerca de 75 dólares. Arranca o ano de 2007 a valer 85 dólares e acaba o ano a valer mais de 199 dólares, tendo ultrapassado os 200 dólares durante a sessão.
Estes números demonstram bem, como cresceu rapidamente a empresa de Cupertino...resta saber se a Apple conseguirá passar por cima de tudo isto, e conseguirá atingir a dimensão que tanto ambiciona, conseguindo oferecer tudo aquilo que ofereceu no passado, produtos de qualidade e inovadores, produtos fiáveis e duradouros, qualidade nos serviços que oferece, como a iTunes Store e o MobileMe.
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