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Hoje recebi este texto, bem interessante via e-mail, da autoria de Maximiano Martins, cuja versão completa, podem ler de seguida. Vale o que vale, mas levanta, sem dúvida, algumas questões relevantes e pertinentes.

A China é hoje a fábrica do mundo. Quase tudo o que se consome, com excepção da alimentação e bebidas, é hoje 'made in China'.
Pensou-se, em tempos, que a Europa e o mundo ocidental teriam uma saída sólida face à progressão chinesa nos mercados mundiais. Essa saída consistiria em produzir cada vez mais produtos de maior valor acrescentado e maior sofisticação tecnológica. A China apropriar-se-ia dos têxteis, do calçado, dos brinquedos, dos plásticos… A Europa continuaria a exportar electrónica, tecnologias de informação e comunicação, aeronáutica espacial, serviços avançados...
Esse era o modelo dos economistas da minha geração. Hoje sabemos que pensámos de forma excessivamente linear e simplificada. A China avançou para todos os sectores sem excepção e concorre com o mundo ocidental. Os desequilíbrios instalaram-se e são preocupantes... para não dizer intransponíveis.
Insucesso para o paradigma em que pensaram os economistas e políticos ocidentais. Sucesso para a China.
Face às dificuldades estruturais desta globalização desequilibrada, vale a pena transcrever aqui excertos de uma entrevista de um professor chinês de economia (que corre no You Tube). Sobre a Europa, o Prof. Kuing Yaman - que viveu em França - faz as seguintes asserções:
1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios. Porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...
10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...
É um ponto de vista. Controverso. Provocador. E pouco importa se subscrevo ou não, integral ou parcialmente, as teses expostas. O leitor que tire as suas próprias conclusões. E valide ou não o que pensa "o venerável professor chinês".
Estou cada vez mais impressionado com a qualidade dos documentários que tenho visto nos últimos anos. Infelizmente, não vi assim tantos, mas os que vi, são de uma qualidade muito interessante.

O documentário que destaco é sobre o "Grande Hotel" da Beira em Moçambique. Um gigantesco hotel que, após a independência de Moçambique, foi ocupado por uma espécie de comunidade que ainda hoje, ocupa o espaço do hotel abandonado e degradado.
O trailer promete...
Via Boing Boing.
Ontem, com a ajuda do José Guimarães, posso dizer, que podemos ter dado o pontapé de saída para um projecto que já tínhamos em mente.
Estou a falar de fotos nocturnas do céu estrelado. Resta saber, se teremos equipamento à altura.
Já agora, alguém sabe onde é possível alugar lentes?
Patryk Kizny, é mais um fotográfo que se vem mostrar ao mundo, com vídeos completamente arrebatadores.
Aqui ficam dois exemplos. No primeiro, juntam-se duas técnicas, o Timelapse e o HDR. No segundo, é uma espécie de curta, que tem o "Inverno" como pano de fundo, mostrando o outro lado da câmara.
Já a pensar "noutros voos", decidi adquirir a set-up box Asus O! Play Mini, um media player com capacidade de leitura para ficheiros Full HD, isto é, a 1080p.

Questões técnicas à parte, é uma box relativamente acessível, custando actualmente cerca de 69 euros. Apesar de não ter qualquer conectividade e capacidade de armazenamento, compensa na qualidade de leitura dos ficheiros HD, tendo uma entrada USB, leitor universal de cartões de memória. Inacreditável ou não, este media player da Asus vem acompanhado de um cabo HDMI, algo que normalmente não acontece.
Não tive possibilidade de testar num grande ecrã LCD ou LED, mas dos testes que fiz, até fiquei bastante agradado com a qualidade de imagem e simplicidade de menus. Não podemos comparar aos produtos de topo que existem no mercado, mas considerando o seu preço, parece-me uma excelente opção.
Já aqui tinha elogiado o "Black Swan"...entretanto, já o vi 3 vezes e provavelmente verei novamente, quando for lançado em HD. O filme é absolutamente fantástico. A Natalie Portman tem uma interpretação fabulosa. Sem dúvida, uma interpretação que marcará a sua carreira.
Diz-se por aí que esta música dos Deolinda, apresentada no concerto do Coliseu do Porto poderá tornar-se num hino da nossa geração...não sei se será um hino...muitos pseudo-intelectuais já vieram desvalorizar a música, eventualmente os mesmos que viram os seus ideais defendidos pelas músicas de intervenção dos 70, mas rapidamente ganhou dimensão, sobretudo, à conta das redes sociais que rapidamente fizeram correr o vídeo que se segue pela rede.
Letra:
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração «casinha dos pais»,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...
O David Rodrigues viu afixado na porta de um docente no ISCTE e não posso deixar de partilhar.

Já agora, uma palavra para os acontecimentos que estão a ocorrer no Egipto. É um tema complexo, mas do ponto de vista tecnológico e social, tem sido interessante verificar as iniciativas para evitar o blackout total em termos de comunicações e internet, mas também o poder que as Redes Sociais começam a ter, para mudar a realidade política de um país, de uma nação.
Infelizmente, Mubarak não saiu da presidência, adiou a questão para Setembro e o resultado está à vista, sendo uma situação mais ou menos previsível, uma vez que os analistas já davam conta de movimentos pro-Mubarak que podiam entrar em confronto com as multidões que têm demonstrado o desagrado em relação ao actual presidente.
Numa esfera mais global, se pararmos por momentos, verificamos que o mundo precisa de uma nova ordem mundial. Terrorismo, Crise Económica, Corrupção, Europa numa profunda crise (a vários níveis), Médio Oriente em guerra permanente e agora luta por ter sistemas democráticos, uma China economicamente forte e que pode ser futuramente uma nova bolha. E só estou a falar da superfície...olhando para o futuro, a perspectiva não é muito positiva.