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Já todos percebemos a forma de actuar da SPA, mas não posso deixar de ficar incomodado com uma das notícias que vi publicadas no site da SPA, onde se mostram preocupados com a subida do IVA na restauração e hotelaria, considerando que as "consequências daí resultantes para um sector de importância estratégica na economia portuguesa que dá trabalho a muitas dezenas de milhares de pessoas, cujos empregos poderão ficar seriamente ameaçados como consequência desta gravosa medida de carácter fiscal."
Então, consideram que o peso fiscal na restauração e hotelaria poderá ser um problema e depois defendem uma proposta como o #PL118?? Como isto é possível? Que raio de ética e seriedade é esta?
Obviamente que esta notícia não é inocente. Reparem no parágrafo seguinte:
"A SPA manifesta igualmente a sua preocupação pela circunstância de este ser um sector vital para as cobranças da cooperativa respeitantes à utilização de obras protegidas nas áreas da música e do audiovisual. É mais do que previsível que esta subida do IVA venha a comprometer notoriamente a capacidade financeira de quem deve pagar à SPA os direitos correspondentes às obras utilizadas."
Ou seja, a SPA não está nem aí para a crise no sector da restauração e hotelaria. O que incomoda a SPA é a redução da receita gerada nesse sector.
A SPA prossegue ao referir que "Por outro lado, esta medida fiscal irá afectar igualmente a capacidade que o sector da restauração e hotelaria tem de apoiar, com serviços de qualidade, a oferta cultural um pouco por todo o país, já que a combinação destas duas áreas é sempre indispensável para o desenvolvimento local, regional e nacional, sobretudo num país que, como é o caso do nosso, depende reconhecidamente do crescimento de sectores como estes."
Portanto, podemos concluir que estas áreas são importantes para o desenvolvimento local, regional e nacional, mas no caso do #PL118 já não têm essa posição?
É lamentável e revela que a SPA é uma entidade que está sedenta por milhões, não olhando a meios para o conseguir, como se tratasse de um locomotiva descontrolada.

Gostava ainda de deixar uma mensagem para todos aqueles que acham que toda esta questão do #PL118 é liderada por alguém e/ou defende determinados interesses. Não. Nada disso. A prova disso foi o lançamento da petição, que já conta praticamente com 2000 assinaturas. Uma das formas mais genuínas de democracia e que dá voz ao povo.
E o povo falou (a imagem que ilustra este post, foi realizada com os comentários abaixo destacados e retirados da petição).
"pelo dano para a economia" - Ricardo Mendes da Silva
"Basta de leis feitas a pensar nos "amigos" e a prejudicar o País!" - Nuno Alexandre Esteves Ribas Peralta
"Uma aberração autêntica. Não há vergonha na cara." - Marcos André Alves Ferreira Pereira da Silva
"Não é com taxas destas que se combate a verdadeira pirataria." - José Fernando Amaral Coelho da Silva
"Acabem com esta vergonha!" - Hugo Miguel Santos Cardoso
"este projecto-lei é inadmissivel, parte de um pressuposto errado e atentatório dos direitos fundamentais dos cidadãos. A presunção de crime não deve bastar para condenar." - Ana Isabel Mota de Freitas
"Vamos acabar com esta palhaçada de Lei" - João Carlos Campina Pinheiro Pinto
"Autor de vários livros e ensaios na área referida" - José Afonso Taveira Sanches Furtado
"A taxa é suposto ser "compensação equitativa" pelas cópias permitidas por lei, mas o PL118 quer taxar suportes digitais sem garantir o direito à cópia digital (DRM nas obras impede-a, e o download/partilha não é contemplado pela cópia privada)" - Nelson Domingos Alves da Silva Cruz
"Isto é uma vergonha, não protege os direitos de autor, só nos querem ir ao bolso!" - Filipa Manuela Martins Peixoto
"É revoltante ver uma tentativa de extorsão pública, mascarado de boas intenções e visa apenas prolongar o escândalo de gestão que a SPA faz dos dinheiros que deviam, de fato, de ser os artistas. É vergonhoso que se tape o sol da corrupção com a peneira da pirataria como se o lusco fusco não permitisse ver a realidade. Faltam-me palavras que expliquem a dor fininha de ser português e ver aqueles que deviam defender os meus interesses alheios à realidade e ao problema e por isso dispostos a corromper ainda mais a confiança..." - Teresa Maria Mateus Alves
"É abusivo e contra produtivo. A distruibuição de código open source, por exemplo, tornar-se-á impossível. É uma leia magicada por gente ignorante, não é a forma certa de acabar com a pirataria mas apenas mais uma forma de cobrar impostos." - Tiago Manuel Lopes Franco
"Mais um deputado(a) que quer enriquecer a nossa custa." - Mário Nuno Queirós Amorim
"Está tudo dito...." - David Louro Creswell de Perestrelo Rosendo
"Esta taxa, ao considerar os consumidores antecipadamente culpados é imoral." - José Luis Soares Rocha
"Não ao roubo descarado" - Nuno Palma
"V-e-r-g-o-n-h-a..." - Nuno André Andrade Cupertino Miranda
"O modelo de distribuição de direitos, tem que ser re-inventado e não imposto!" - José Luís da Silva Teixeira
"Eu tenho discos para guardar todos os meus trabalhos e criações de software. Vou ter de pagar direitos de autor para discos rígidos para guardar lá só coisas minhas?" - Micael André Neto Machado
"Quer dizer que agora o "ti manel" tem de pagar direitos de autor se comprar um cartão de memória para a camara fotográfica para tirar fotos aos netos??" - A. J. da Silva Fonseca Oliveira
"No meio de tanta dificuldade em que actualmente vivemos ainda têm o desplante de apresentar esta proposta atroz. Eu digo NÃO!" - Artur Jorge Rodrigues Passão de Carvalho
"Deixo só a pergunta: e quem usa a internet para ouvir música, sem gravar para o disco (youtube)? Também vão taxar isso? Como? Querem taxar a globalização? Que ridículos..." - José Augusto Diniz Ferreira
"Uma vergonha certas medidas que em nada justificam o TEMPO e os RECURSOS empregues pelos FUNCIONÁRIOS do Estado para serem emplementadas" - Hugo Daniel Breda Mamede da Cruz
"Gostaria de saber a quantidade de dinheiro que foi paga aos autores nos últimos anos por esta sociedade." - Fábio Daniel Pinto de Oliveira
"Não quero compensar ninguém pelo direito de guardar aquilo de que eu sou autor. E até compensar os autores por perdas que não existem é um absurdo! Chumbem esta proposta de lei e removam esta compensação pela cópia privada (que é legal ao contrário das cópias feitas por usurpação) da legislação existente." - Diogo Miguel Constantino dos Santos
"Quem menos piratear é quem mais vai pagar, quem lidar com volumes maiores mandará vir do estrangeiro, e as taxas NÃO serão para os autores, mas para a SPA, mais uma organização sem qualquer utilidade a não ser para os "directores" que aí têm um tacho..." - Flávio Alexandre Pereira Morgado
"Esta Lei quer fazer perdurar um modelo de negócio que está obsoleto e que não favorece os autores." - Nuno Miguel Regufe da Mota
"Concordo com o combate à pirataria. Esta taxa, ao invés de combatar a pirataria, vem precisamente estimulá-la, pois quem ao comprar suportes magnéticos para armazenar conteúdos próprios, estará a ser espoliado, a menos que use esses mesmo suportes para armazenar conteúdos protegidos pelos quais não pagou directamente (mas inderectamente, através da taxas propostas pelo PL118...)." - Tiago Figueira Moitinho de Almeida
"Como pode um governo legislar contra a vontade manifesta de quem o elegeu?" - Nuno Alexandre Canal Machado da Silva
"este PL só podia sair da cabeça daqueles patetas" - Rui Pintado
"Querem que eu pague uma taxa sobre todos os dispositivos de armazenamento que uso para guardar os meus documentos, as minha fotografias e os meus filmes caseiros? Era o que faltava, não?!" - Paulo Miguel Ramos da Silva Gala
"Vamos à luta" - Filipe Daniel Gonçalves Lourenço
"Mesmo se cópia fosse roubo, roubar mais nunca seria a resposta certa." - Jorge da Glória Barreto Candeias Nunes
"Uma vergonha" - Nuno Maria Colaço Botelho Rodrigues
"Esta não é uma lei justa, é uma lei que (novamente) volta a atacar o bolso dos portugueses partindo do princípio que todos são culpados até prova em contrário. Completamente desfasado da realidade" - Celso Bem dos Santos
"É um atentado aos nossos direitos e liberdades... Cada vez mais está a deixar de ser uma república e a tornar-se uma monarquia de poder absoluto" - Ricardo Jorge Mariz Pedras Silva Machado
"Taxação sem qualquer sentido, apenas para permitir o lucro fácil." - Tiago Manuel dos Santos Rodrigues
"Um roubalheira, não temos ordenados como os amigos da EU para andarem a impor estas taxas." - Daniel António de Magalhães Ribeiro
"Que abuso!" - Vânia Inês Magalhães da Costa Dias Agudo
""Não há condições de vida a que um homem não se possa acostumar, especialmente se as vir aceites por todos os que o rodeiam" – Tolstoi, em Anna Karenina" - Ricardo Jorge Gaspar Viegas
"Isto é sobre cópia privada e não sobre pirataria, não confundam os temas." - Bruno Igreja
"Caso seja aprovado não mais adquirirei disposítivos, livros, dvd's, cd's etc neste país...Internet e restantes países da UE serão a minha loja." - Ricardo Jorge Godinho Nunes
"Não faz o mínimo sentido! Pagar por um crime que ainda não cometi? E afinal o dinheiro irá realmente para quem? Atentado à Inteligência, é o que é." - Sara Lia Soares dos Reis
"...a merda já é tanta, e a indignação cada vez maior, que me começam a faltar as palavras..." - Carlos Augusto Marques da Costa Almeida
"Já pagamos pelas obras nos cds, dvds, etc, pagar pela cópia privada é de uma inaceitável ganância hercúlea!" - Tânia Maria Guedes Ferreira
"Demitam a classe política que levou este país à miséria e é quase a mesma desde o 25 de abril e deixem de pôr sempre os mesmos a pagar a factura" - João Filipe Pinto da Costa Martins
"qualquer dia obrigam a desligar a "ficha" da internet, estamos a ficar pior que a censura na china" - Luis Manuel Viana Ribeiro
"Acho ridículo que seja aprovado um imposto deste gênero indiscriminadamente. Tenho direito de fazer as cópias que quiser, sem custos, para uso pessoal das coisas que já paguei o copyright. Tenho direito de armazenar qualquer documento, vídeo, foto criado por mim, sem ter que pagar indiretamente qualquer copyright pra alguém que não se sabe quem e que não tem a ver com meus documentos, videos e fotos. Isso é tão ridículo quanto pagar o Audivisual na fatura da Energia, sendo que nem assisto televisão, muito menos os canais abertos." - Francisco Bischoff
"Prezo muito o trabalho dos autores sem duvida e devem receber pelo seu merito. Mas os autores fazem as obras e quem lucro são empresas secundarias e com isso não concordo. Pagar taxas consecutivas e varias vezes pelos ditos direitos de autor? Tenham paciência, cada vez mais verificamos que 95% da população vive com 5% dos recursos e 5% da população vive com 95%...." - Tiago Castro da Cunha
"Como profissional na área de Multimédia, não tenho opção à utilização de equipamentos de armazenamento digital, com capacidades consideráveis, para a produção, armazenamento e transporte dos meus trabalhos, pelo que encaro a taxação proposta pela #pl118 como (mais uma) apropriação ilegal dos fundos e bens dos cidadãos, por parte do Estado e da "Secção dos Direitos de Autor", que teriam obrigação de dar melhor exemplo que esse." - José Mário Rodrigues da Silva Almeida
"Viva ao Anarquismo!!!Abaixo á Ditadura Democrática que arrasa Portugal!!!O Povo acomoda-se ás leis e nada faz!!!!FP- sempre!!!!" - Sandro Alexandre Moreira Nabais
"Ridículo..." - Manuel Jorge Monteiro Marques
"esta lei só favorece os donos das discográficas que ficam com grande percentagem do dinheiro dos discos." - Lino Lourenço Matoso Galveias
"Vendam os artigos preços decentes e não com margens estrondosas para as empresas e seus gestores. Os que trabalham nada recebem e os restantes andam de audi..." - Hugo José Bibi Brites
"Vamos lá lutar contra esta cambada de corruptos que pretendem, uma vez mais, assaltar o bolso a todos os consumidores portugueses. Esta é (mais) uma lei ridícula e abusiva! Vamos lá lutar contra este PL118!" - João André P. Nóbrega
"PL#118 é no mínimo, ridícula." - Filipe André de Sousa Santos
"Basta de taxas para alimentar "tachismos"!" - Sandro Eduardo Guia Fernandes
"Para impedir que o projeto de lei mais insólito e injusto que alguma vez vi." - João Miguel Pinto de Matos
"Chega de taxas para alimentar tachos !" - Carlos Gabriel Pires Morgado Bernardo
"Dava jeito que as pessoas que legislam estas coisas percebessem alguma coisa do assunto." - Gonçalo Santarém da Silva
"A petição não refere o estrago tremendo que o PL118 fará aos data centers. Aumentar o custo dos data-centers é garantidamente uma machadada na inovação, dado que estes têm um papel central em quase qualquer projecto tecnológico" - João Sérgio Nobre Saleiro
"Não aos esquemas de rendas garantidas para os suspeitos do costume. Portugal verga há muito tempo sobre os direitos destes rendeiros com beneplácito do estado. Chega de corporativismo e parasitagem!" - António Paulo Pinto de Almeida
"Mais uma prova da podridão da democracia portuguesa e de que somos governados por símios." - Bruno André da Rocha Gonçalves dos Santos
"tentam destruir a economia e o crescimento por todos os meios legais e ilegais para encher o bolso de alguns,,, incompetentes." - Luis Filipe Silva Almeida
"Os partidos políticos e estas entidades civis representadas nesta proposta de lei, não querem proteger os direitos de ninguém, mas sim engordarem os bolsos de alguns, porque é mais que sabido que nada é estático no mundo, só que alguns pseudo-autores e representantes destes, em vez de se adequarem à realidade do mundo actual e perceberem que já não podem "mamar" dinheiro como "mamavam" antigamente, não, tentam a todo custo ir "caçar" receitas a qualquer preço e de qualquer forma, a que outrora auferiram sem nenhum tipo de concorrência de suporte cultural. Concordo que se deva proteger os direitos de autor de qualquer actividade, mas não concordo que isso dê o direito de se usurpar dinheiro a qualquer cidadão da forma que o pretendem fazer com o projecto de lei em questão. Políticos e entidades representativas dos direitos de autor, aprendam a serem criativos, mas sem serem gananciosos." - José Manuel Madeira Relvas
"foi o facto de não saberem que é em discos que guardo todas a fotos e videos de familia é q me fez assinar isto. Se "quem manda" é assim tão ignorante, temo ainda mais pelo nosso futuro." - Marco Nuno Lourenço de Andrade Correia
"É preferivel que se retire o direito à cópia privada. Foi o caminho escolhido pelo Reino Unido." - Antonio Alberto Dias Barbosa
"É a derradeira desculpa para exportar as minhas competências para outro lado." - Pedro da Conceição Borges

Já tinha pensado fazer este post, mas o novo comunicado ameaçador da SPA, fez-me teclar de imediato as palavras que se seguem.
Uma das páginas mais bonitas que este país virou, foi no 25 de abril, numa época em que a música de intervenção teve, como sabemos, um papel fundamental, para que acabasse com o Estado Novo, que vigorou durante 41 anos.
É, com profunda desilusão que vejo nomes, como Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, José Mário Branco ou Sérgio Godinho assinar ou serem representados por uma entidade que tem utilizado a linguagem que lembra claramente outros tempos. Arriscava dizer que é um tom Pidista, perfeitamente desajustado e exagerado.
Afinal, todas aquelas palavras, que fizeram da canção, uma arma, agora soam a falsidade. Apetece-me dizer que me sinto enganado e desiludido com estes senhores.
Segundo o mais recente comunicado da SPA, é referido que "Não pode, no entanto, deixar de ser realçado o carácter excepcionalmente violento e frequentemente difamatório da linguagem utilizada por aqueles que nos atacam, o que é revelador não só da dimensão dos interesses que se movimentam nos bastidores desta campanha, mas também de profunda má-fé ou ignorância de quantos, defendendo o princípio da gratuitidade, imaginam que o espaço digital é uma espécie de território sem lei no qual se podem servir de tudo sem nada pagarem pelo uso das obras que querem fruir."
Os interesses que se movimentam nos bastidores desta campanha? Meus senhores, não há bastidores. É feito tudo, bem à vossa frente, no espaço digital (a expressão é vossa). No entanto, continuam cegos, pelo desespero que demonstram em ver os vossos interesses financeiros salvaguardados, caso o #PL118 seja aprovado na Assembleia da República. E também, deviam ter capacidade intelectual para entender, que toda esta movimentação no espaço digital, tem como objectivo, defender os interesses de todos os cidadãos, o consumo de cultura e a potenciação da criatividade.
Também não é verdade que estejamos a defender a gratuitidade dos produtos culturais. Já referi, nos mais diversos meios, nomeadamente no Twitter, que a Lei da Cópia Privada e a compensação dos autores, pode e deve ser revista, mas não nos moldes defendidos pelas mais diversas entidades, nomeadamente a SPA. O problema é que o modelo mais interessante, não favorece as entidades intermediárias e esse é o problema deste polvo em que se tornou este negócio.
A SPA, congratula-se por ter já "duas centenas" de subscrições do seu abaixo-assinado (muito pouco, considerando que tem cerca de 25.000 membros e alguns autores já vieram demonstrar o desagrado em relação à posição da SPA). Devo informar que a nova Petição, criada há cerca de 24 horas, já conta com mais de 1900 assinaturas. Alguns de vocês, os autores, lutaram pela liberdade nos anos 70. Hoje, somos nós que o fazemos, com os instrumentos que temos à nossa disposição, de forma democrática. É triste, verificar que agora são vocês, os autores, que estão do lado de lá.
Para terminar, deixo um vídeo com um áudio bem interessante, da autoria do actor britânico, Stephen Fry. O vídeo foi-me indicado pelo André Costa, no Twitter e apresenta uma posição bem interessante de Fry sobre a pirataria e a influência que isso tem na criação de novas obras.

Para quem não teve possibilidade de marcar presença no evento Creativity: The Playground of the Brain na semana passada, na Fundação Champalimaud, já estão disponíveis, os vídeos da sessão que contou com a presença de Vik Muniz e Rui Costa.
Sim, é verdade, já existia uma petição sobre o #PL118. Mas, infelizmente, a mesma não podia ser submetida e entregue na Assembleia da República, uma vez que os procedimentos para a apresentação de uma petição, obrigam a inclusão da informação do n.º de BI.
Por iniciativa do Rui Seabra (confesso que andei a chateá-lo), uma nova petição foi lançada, para que cumprisse todos os critérios legalmente exigidos.
Portanto, mais uma vez, venho pedir a vossa colaboração, para que subscrevam esta petição, para que a democracia realmente funcione (aquela que a SPA tanto receia, através de instrumento de intimidação e ameaça, lembrando outros tempos e outras práticas) e este #PL118 não seja aprovado ou promulgado.
Por mera curiosidade, na altura em que escrevo este post, o já famoso e pouco credível baixo-assinado da SPA, conta com 182 assinaturas. Recordo que a SPA, representa cerca de 25.000 autores. Por outro lado, a petição agora aberta, já conta, 229 signatários e foi aberta há poucas horas.
Ainda uma última nota, relação ao #PL118 e à situação que vivemos, não só em Portugal, mas também a nível global, recomendo vivamente a leitura deste excelente post, com a assinatura do Pedro Couto e Santos. Subscrevo por inteiro.

Eu sei que o #PL118 ainda mexe e até vamos ter novas audições na próxima 4ª feira, mas temos que começar a marcar posição em relação à #ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement).
Por isso, peço-vos que subscrevam a petição internacional Anti-ACTA, que está a decorrer. Se quiserem acompanhar o ranking por países, podem consultar esta página.
Uma vez que abordei a questão do #PL118, devo referir que fiquei bastante agrado pelo documento que foi entregue pela AGEFE na Assembleia da República, após a audição da semana passada.

Aqui está um problema que eu tinha há vários anos e que me fez perder um pouco da experiência que seria utilizar em pleno a aplicação Calendário do iPhone.
A questão é que utilizo como Calendário, o Google Calendar, que é perfeitamente compatível com a respectiva aplicação no iOS. No entanto, por default, ele só sincroniza o calendário principal. Caso tenhamos mais calendários, como os feriados, aniversários ou até mesmo séries, eles não são sincronizados.
Finalmente, descobri uma forma de resolver a questão e sincronizar todos os calendários do Google Calendar.

Primeiro, o Google Calendar deve estar configurado através a configuração do Gmail disponibilizado pelo iPhone. Faço este reparo, porque eu utilizo o Gmail através do Exchange, o que me permite ter o Push a funcionar com o Gmail. Apenas as Notas e o Calendário, ficam a funcionar com as configurações Gmail do iPhone.
Depois, devem entrar no Safari no iPhone e aceder a este endereço http://google.com/calendar/iphoneselect, confirmando os dados de login. No ecrã seguinte, depois do login realizado, será possível ver a lista de calendários. Fazemos um Check nos calendários que pretendemos sincronizar e fazemos guardar.
Voltamos ao Calendário do iPhone e os calendários já devem estar devidamente configurados.
Já agora, aproveito este post, para explicar rapidamente como podem configurar a conta de Mail do Gmail, para ficarem o Push (receber automaticamente os mails).

- Abrir a aplicação Settings e depois escolher a opção Mail, Contacts, Calendars.
- Carregam em Add Account e escolhem a opção Microsoft Exchange. No campo Email deve ser preenchido com o endereço de mail que pretende configurar. O campo Domain deverá ficar em branco. No campo Username deverá preencher a informação do endereço de mail do Gmail e no campo Password, a respectiva password do Gmail.
- No ecrã seguinte, surge o campo Server, que deve preenchido com o endereço: m.google.com
- Finalmente, no último ecrã, configuram os serviços que pretende que fique associado ao Exchange. Como já vimos atrás, só nos vai interessar mesmo configurar o Mail, porque as Notas e o Calendário funcionam mais eficazmente através da opções configuradas através do Gmail ou pelo menos, é assim que tenho no meu iPhone, aproveitando o melhor que cada funcionalidade tem para nos oferecer.
Uma última nota para referir que esta dica é perfeitamente compatível com o iPad.

Através do Twitter, descobri este vídeo com timelapses de Yosemite. Para quando um projecto semelhante para o Gerês, por exemplo?
Como referi ontem, passei pela iClínica e não só reparei o ecrã, como converti o iPhone 4 preto num iPhone 4 branco.
Aproveito para mostrar mais algumas fotos. Desta forma, estreio a nova medida (largura) para apresentar fotos no blog, bem como as apresento bem ao estilo das reviews do The Verge.




Há umas semanas, o Jorge aborda-me no chat, reclamando com tudo e com a vida, porque tinha tido um azar com o seu iPad, que tinha adquirido há pouco tempo. O iPad tinha sofrido uma queda cirúrgica, quebrando o vidro do ecrã.
Após várias semanas, o Jorge arrisca fazer um tweet, questionando se alguém recomenda algum sítio para reparar o seu iPad, a um preço justo. Em poucos minutos, chegaram algumas recomendações de uma tal iClínica, localizada ali na Av. Madrid em Lisboa. De resto, um local de boas recordações, uma vez que era por ali que se gravava um certo podcast que realizámos em tempos.
Bem impressionados com o feedback que tinha chegado através do Twitter e pela simpatia da Manuela Ciaccio, o iPad do Jorge acabou por ser reparado com sucesso.
É aqui que entra o meu iPhone 4. Há uns meses, logo antes do final do primeiro ano do iPhone 4 e da respectiva garantia internacional, surgiu uma mancha amarela no lado esquerdo do ecrã. Não era dramática, mas incomodava e fazia-me alguma confusão ver aquela mancha sempre ali e que aumentava de intensidade, com o tempo de utilização.

Perante a experiência do Jorge, achei que seria uma boa oportunidade para resolver o problema do ecrã. No entanto, lembrei-me de fazer outra coisa. Porque não substituir as peças exteriores do iPhone 4, com a cor branca? Assim, daria uma segunda vida ao iPhone 4...agora, completamente branco.

Como podem ver, aqui está o iPhone 4 devidamente transformado pelo pessoal do iClínica e na companhia da simpática Manuela Ciaccio. E de seguida, as fotos do iPhone 4, devidamente renovado e as peças que foram retiradas da primeira vida do iPhone 4.



Para os interessados e se precisarem, podem obter mais informações sobre a iClínica em iClinica.com.pt ou nas redes sociais (Twitter | Facebook).
Uma última nota, para confirmar que o Jorge, se tornou oficialmente num fã dos produtos Apple. Andava entusiasmado com a aquisição do iPad. Acabou mesmo por fazê-lo, a pensar nos seus novos projectos. Sinceramente, acho que nem ele pensava que ia ficar tão convencido e maravilhado com as potencialidades do iPad e com o ecossistema da Apple. Agora já só fala no iPhone.