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Já conhecia a iniciativa e cada vez que lá passo, recordo-me da mesma. Só não sabia que o Basílio Vieira, companheiro destas coisas das redes sociais e internet (acho que o posso chamar assim), era responsável pelo Movimento que foi criado e pela Petição online que foi criada.
Em resumo, todos os dias, cerca de 2000 utentes são obrigados a percorrer cerca de 150 metros em péssimas condições de segurança na Rua dos Caminhos de Ferro.

O objectivo desta iniciativa é convencer a REFER a criar um novo acesso através do muro do lado norte da estação de Santa Apolónica que sirva condignamente os 11.000 habitantes de São Vicente de Fora e Santa Engrácia. Vou mais longe e questiono se a REFER não teria interesse a nível comercial de aumentar os acessos através da estação, com este novo acesso. Mas isto sou eu, que não ganho milhões como administrador da REFER e se calhar tenho boas ideias para rentabilizar os espaços muito pouco confortáveis dessa empresa que tão pouco tem feito pelo interesse público, até mesmo no serviço que presta ou devia prestar.
Passem pelo st-apolonia.org para conhecerem todos os pormenores, assinem a petição, façam Like no Facebook e estejam atentos à realização de uma marcha que pretende chamar a atenção desta iniciativa.

A Manuela Ciaccio está há 8 anos em Portugal. É italiana e veio para Portugal sem nunca ter ouvido falar deste pais, à excepção dos noticiários e sempre por causa da crise e da falta de emprego.
Quando chegou, ficou cerca 5 meses sem trabalho, sobretudo porque não sabia a língua. Rapidamente descobriu que podia utilizar a língua a seu favor e começou a trabalhar com italianos que vinham para Portugal. Deparou-se, como calculam, com imensa burocracia, mas acabou por ser bem acolhida e um ano depois, já se sentia com dupla nacionalidade.
Por vezes, fica com a sensação que tem mais orgulho deste país, do que os portugueses. Hoje, é responsável pela iClínica (onde tive oportunidade de a conhecer), é feliz e nos dias menos bons, vai até à praia comer um saboroso peixinho ou comer um pastel de nata e tudo se resolve.
Vamos conhecer então a visão que a Manuela tem de Portugal, pelas suas próprias palavras.
"Portugal, país fabuloso onde os estrangeiros encontram outra casa, outro amor e outra serenidade.
Neste período pouco glorioso onde só se fala de crise, este povo esquece-se do que é maravilhoso e de quanta sorte tem para morar neste pedaço de paraíso europeu.
Vamos então falar das coisas positivas.....
Tempo...já repararam que este Pais raramente está frio? Tivemos um período de Fevereiro e Março nas esplanadas a apanhar sol, quando em toda Europa havia o caos!
Dinheiro e custo de vida... os portugueses queixam-se permanentemente do custo de vida e do aumento dos impostos, mas na realidade, este país é barato. É fácil comer a 7 euros numa tasca qualquer com vinho ou cerveja incluído! Sabem que na maioria dos paises é impossivel? Casas? As rendas de casass são mais baratas do que no resto da Europa! Eventualmente, o facto dos portugueses não viajarem, contribui para estas queixas. Cervejas ainda a 1,50€? Onde??
Verdade seja dita, nós estrangeiros é que gozamos mais do que o português! O português gasta dinheiro e queixa-se! Nós gozamos o sol e ficamos felizes.
Há sempre mais estrangeiros por cá a viver, perguntarão porquê?
Porque o Português não gosta de trabalhar por trabalhos poucos remunerados ou que não sejam socialmente "bonitos", porque estão sempre com inveja dos outros países e por isso, acabam por ser os melhores hospitaleiros que eu já vi e conheci.
Há, de factos coisas fora do normal, com as quais é melhor rir do que chorar... :-)
Portugal, Alentejo, Douro, Gerês, Lisboa, Algarve, umas paisagens diferentes, bonitas e baratas de visitar!
Portugal é um país que entra no coração e dificilmente sai!
O Povo Português deve agradecer a Deus por ter o país que tem e esquecer a crise!"
Manuela Ciaccio

No momento de crise profunda em que vivemos, há cada mais portugueses a sair de Portugal. Uma nova vaga de emigrantes foi criada. Esta nova vaga é um pouco diferente de outras. Temos muitos activos ou potenciais activos com qualificações que vão para o estrangeiro. Por outro lado, os que ficam, vão demonstrando vontade em sair ou a profunda desilusão que têm em relaçao a este país.
Mas será mesmo assim? Será que a crise é assim tão profunda? Será que Portugal não é o país que todos nós pintamos? E porque questiono? Porque oiço ou leio aquilo que os estrangeiros escrevem ou falam sobre Portugal e fico com a ideia de que estamos a falar de países diferentes.
Por isso mesmo, vou iniciar uma série de posts, da autoria de estrangeiros que vivem em Portugal e que têm uma ideia e uma imagem "ligeiramente diferente" de Portugal. Confesso que o post "E porque não devemos desistir de Portugal" contribuiu para esta ideia.
Já agora, aproveito este post, para lançar o desafio a todos os leitores do blog, que são estrangeiros e vivem em Portugal, podem enviar um mail (iphilmail@gmail.com) ou até deixar nos comentários, um texto que demonstre a vossa visão sobre Portugal e sobre os portugueses.
O primeiro texto, estará disponível à meia-noite de amanhã, dia 26 de Abril e é da autoria da Manuela Ciaccio, está há 8 anos, é italiana e responsável pela iClínica.

E naturalmente, não podia faltar o post de Abril, também em jeito de agradecimento.
O Sapo, em virtude de mais um 25 de Abril, lançou novos templates para a sua plataforma de blogs e entre eles está o template "Cravo de Abril" que utiliza uma foto de cabeçalho da minha autoria, feita há 2 anos, precisamente no 25 de Abril, em frente dos Armazéns do Chiado, onde um guarda da GNR estava fardado com farda de época e com uma bicicleta, que apresentava aquele cravo que aparece na foto.
Esta é mais um sinal, de que tenho que voltar em força à fotografia.

Hoje é o dia de estreia dos The Avengers. Portanto, dia grande para os geeks e nerds que adoram estas coisas.
Contudo, há um problema. O 3D. Na tentativa de compra do bilhete, deu para perceber que foi difícil encontrar uma sala que não tivesse 3D e já estava disposto em dispensar a visualização do filme no cinema.
Felizmente, lá apareceu a sala 3 do Alvaláxia com o filme no formato normal e com real qualidade de imagem.
Portanto, senhores distribuidores...lançar os filmes praticamente só em 3D não vai aumentar o número de espectadores no cinema. Ninguém quer 3D, repito...ninguém quer 3D. Os resultados estão à vista. É mais caro, a experiência é má e a qualidade da imagem é afectada. Por isso, não inventem mais.
Pelo preço dos bilhetes de cinema actuais, prefiro trocar a ida ao cinema, por um serão bem passado no teatro.
Nos últimos anos, tenho perdido todo o encanto que tinha em relação ao cinema (sala de cinema). Nos dias que correm, cinema significa bons filmes, vistos no conforto da sala, com um bom ecrã, com qualidade Full HD, a 1080p. Portanto, não é por acaso, que vou ficando entusiasmado com o futuro em formato 4K.
Agora, 3D? Não, muito obrigado.

Hoje foi mais um dia histórico para o final de vida do Vaivém Espacial ou Space Shuttle como prefiro chamar.
O Discovery, o primeiro shuttle a terminar a sua missão, partiu hoje do Centro Espacial Kennedy na Florida com destino a Washington, para o Smithsonian's National Air and Space Museum.
O Discovery cumpriu 39 missões, passou 365 dias no espaço e completou por 5.830 vezes a órbita da Terra e viajou cerca de 148.221.675 milhas, ou seja, cerca de 238.539.663 kilómetros.

(Foto: NASA/Chris Gunn)
É conhecido que sou um fã destas coisas do espaço e do Space Shuttle e não sei se alguma vez terei hipótese de visitar o Smithsonian em Washington, mas será mais provável visitar novamente o Intrepid em Nova Iorque (por acaso, Washington não fica muito distante de Nova Iorque, sobretudo de comboio).
E porque estou a fazer referência ao Intrepid? Porque o Shuttle original, que nunca chegou ao espaço, o Enterprise (sim, o nome tem origem onde vocês estão a pensar), que tem estado em exposição no Smithsonian, será transferido no próximo dia 23 de Abril para o Intrepid em Nova Iorque. Estão a perceber onde quero chegar?

Ou seja, conto visitar Nova Iorque, no máximo em 2014, depois da conclusão e abertura do novo World Trade Center. Portanto, terei um motivo renovado para regressar ao Intrepid.

Já tinha assistido às intervenções do Zé Pedro Cobra no Ignite (onde o vi pela primeira vez) e mais tarde, no TEDxCascais, cujo sucesso me tocou particularmente, por motivos que não importam para este post.
Descobri que a Laurinda Alves entrevistou o Zé Pedro Cobra para o seu mais recente programa "Feitos em Portugal".
Para quem não viu, aqui fica o vídeo, onde percebemos as diferentes vidas do Zé Pedro Cobra e que podem acompanhar no Twitter. E digam lá se não é inspirador e estimulante ouvir as palavras do Zé Pedro Cobra?

Chama-se Vianamag e acaba de chegar ao iPad e trata-se de um excelente projecto realizado numa cidade que acabou por ficar no meu coração.
A Vianamag é uma revista interactiva, dedicada à divulgação de projectos criativos, em Viana do Castelo e do norte de Portugal.

A revista está disponível gratuitamente na App Store e trata de várias temáticas como Design (Gráfico, Moda, Têxtil), Fotografia (Analógica, Digital), Ilustração, Tendências, Cultura e Entrevistas.
Dar a conhecer uma cidade viva, criativa, e com atitude participativa e inspiradora, é o objectivo deste projecto.
Descubram mais sobre este projecto, através do vídeo que se segue.
Também foi muito bom ver que o meu caro Ricardo Ferreira (@kasovitz no Twitter) faz parte deste projecto.
Já agora, podem aproveitar para fazer Like no Facebook oficial da revista.
A Vianamag foi descoberta via eBookPortugal.

Faz hoje, precisamente 100 anos que a mais famosa embarcação da história se afundou no Atlântico, quando seguia a todo o vapor com destino a Nova Iorque.
A história é conhecida por todos e ganhou uma nova mitologia, depois de descoberta a sua localização em 1985, pelo Dr. Robert Ballard, que não ficou nada agradado com as expedições que foram realizadas posteriormente.
Polémicas à parte, o site "The Big Picture" fez, mais uma vez, um excelente resumo fotográfico da história, das expedições e dos artefactos do Titanic, que inclui também, as mais recentes fotos publicadas pela National Geographic.

Há dias, descobri no Google+ (viram, não foi no Facebook, foi no Google+) um post do João M. Nogueira sobre a NÃO do Brasil nas Amoreiras. Pela foto deu rapidamente para perceber o conceito.
Como tenho pancada por ténis ou sapatilhas (se preferirem), com combinações diferentes de cores e que tenham, embora, no meu caso, opte por modelos com um lado conservador e que sejam simultaneamente irreverentes. Há combinações de cores que adoro, mas que nunca usaria (infelizmente, no dia-a-dia, também não os posso usar tanto quanto gostaria).

Como a minha marca preferida nem sempre consegue isso (sim, estou a falar na Nike), há muito que tentava encontrar uma outra marca que conseguisse isso. Quero arriscar que a NÃO do Brasil possa ser essa marca.
Os NÃO do Brasil são fabricados no Brasil, mas curiosamente não são comercializados no Brasil. São 100% artesanais e cada par de ténis é quase único. Podem existir pequenas irregularidades ou diferenças nos ténis esquerdo e direito.

Mas afinal qual é a origem desta marca e deste conceito? Diz a lenda que algures em Minas Gerais no Brasil, o pequeno Adilson, cansado de andar descalço, pedia de forma recorrente à mãe para lhe comprar umas sapatilhas e a resposta era sempre a mesma: NÃO. O Adilson optou por criar os seu próprio calçado com os materiais coloridos que ia encontrando nas favelas de Belo Horizonte. As suas sapatilhas iam-se tornando mais e mais bonitas.
Quando era questionado se já tinha dado um nome para as suas sapatilhas, Adilson recordava as palavras de mãe e respondia sempre que NÃO, com um sorriso enigmático no rosto.

Pelas mãos de João Pedro Amorim e Inês Guimarães, a marca chegou até Portugal e a primeira loja abriu nas Amoreiras e recomendo vivamente uma passagem pela loja. Uma pessoa perde-se pelas opções que tem à disposição. Tramado é quando encontramos uma e não há para o nosso tamanho. Mas não vou desistir. As sapatilhas Caipi é o modelo mais comum e custam 49 euros.
No meu caso, optei por uns azuis/vermelhos, com vivos brancos. Também podem escolher a cor dos atacadores. Inicialmente experimentei com azuis, mas com a ajuda do João Pedro, acabei por escolher branco.

Para mais informações podem passar pelo site oficial internacional ou melhor do que isso, podem passar pelo Facebook da loja de Lisboa (facebook.com/NAOdoBrasilLisboa) e deixar lá o vosso Like.
Nota: Eu sei, eu sei...fica estranho fazer uma review de umas sapatilhas, como se fosse um novo gadget. Mas digam lá...nem o The Verge faz isso.