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Ainda a RTP

por Phil, em 31.08.12
RTP

 

 

Infelizmente, no primeiro post que fiz, não tinha números. No entanto, consegui ter acesso a alguns números da tabela salarial da RTP.

 

 

Neste caso, o CM avança que a maioria dos funcionários da RTP recebe entre 800 e 3 mil euros brutos. Ou seja, números perfeitamente normais. O problema é a elite e era dessa elite que eu fazia referência no post anterior.

 

 

Aqui vai a lista de pessoas destacadas pelo CM:

 

- Nuno Santos - Director de Informação: 14 mil euros

 

- José Rodrigues dos Santos - Pivô do "Telejornal": 13 mil euros

 

- Fátima Campos Ferreira - Apresentadora do "Prós e Contras": 10 mil euros

 

- João Adelino Faria - Pivô do "Telejornal": 8645 euros

 

- Jorge Wemans - Director da RTP2: 8566 euros

 

- Rui Pêgo - Director de Programas da RDP: 8409 euros

 

- Vítor Gonçalves - Subdirector de Informação: 7920 euros

 

- Cristina Viegas - Directora Comercial: 7000 euros

 

- João Barreiros - Ex-director de Informação da Antena 1: 6685 euros

 

A esta lista, podemos ainda acrescentar os nomes de José Carlos Malato (cerca de 18 mil euros) e Catarina Furtado (cerca de 24 mil euros), mas a forma de pagamento é diferente, uma vez que são incluídos na lista dos fornecimentos e serviços externos.

 

 

De qualquer forma, ao longo dos anos, a RTP conseguiu reduzir a média de gastos por funcionário. Só que, em 2011, a RTP gastou mais de 11,7 milhões de euros em rescisões por mútuo acordo.

 

 

Para finalizar este post, deixo uma pergunta: "Para garantir o Serviço Público é necessário praticar estes valores?"

 

 

A solução não passará por tectos salariais, para além da redução do número de funcionários? Não há dúvidas que a RTP tem que ser repensada. É conhecido que a empresa tem um processo de reestruturação em marcha, mas não me parece suficiente. A solução passará pela suposto modelo proposto ou sugerido pelo António Borges. A resposta é não! Mas, algo terá que ser feito. Não há dúvidas.

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publicado às 01:18

RTP

por Phil, em 30.08.12

RTP

 

 

Já muito se escreveu e especulou sobre este assunto, que ainda dará para escrever muitas crónicas nos próximos tempos. Por isso, vou tentar, de alguma forma, simplificar algumas das conclusões que podemos tirar deste caso.

 

 

- António Borges tornou-se no "saco de boxe" deste executivo. Há uns meses foi por causa da redução dos salários e agora foi com a RTP e a provável opção do Governo em optar pelo modelo da concessão. Infelizmente, estes senhores, nomeadamente Passos Coelho têm que compreender que os portugueses não são piegas e tão pouco serão histéricos. Relvas está queimado politicamente e serviu-se de António Borges para anunciar este modelo.

 

 

- Como referi, os portugueses não são piegas e não serão histéricos e já compreenderam que este modelo de concessão da RTP (cuja decisão não está tomada...ou estará?) é simplesmente uma Parceria Publico-Privada, uma PPP, ou seja, aquele modelo que contribuiu para levar este país para o estado em que se encontra neste momento. É um modelo falhado e isso está provado em áreas como a Saúde ou Obras Públicas.

 

 

- Não tenhamos ilusões. A RTP terá que ser revista. E nem sequer é importante a questão do Serviço Público. Julgo que não há dúvidas em relação a essa questão. Nos últimos dias, tenho visto as comissões de trabalhadores e muitas figuras públicas a defender a garantia do serviço público. O problema, parece-me, é que o serviço público está a servir de pretexto para garantir tachos e determinados ordenados que são auferidos por certas figuras da RTP. Atenção, provavelmente, a esmagadora maioria dos funcionários, não poderá dizer o mesmo. Não tenho dúvidas, que uma empresa pública como a RTP (o mesmo critério devia ser transversal a todas as empresas públicas), deve apresentar tectos salariais. Não é possível conceber que pessoas como Carlos Malato ou Catarina Furtado estejam a auferir valores tão elevados (são os casos mais conhecidos e evidentes).

 

Questiono se esta revisão salarial não seria suficiente para manter um canal como a RTP2.

 

 

- E por falar em RTP2... o que dizer do futuro da TDT em Portugal? Uma boa cobertura da TDT não é, em si, a prestação de um bom serviço público? E o que dizer da oferta disponível? Neste momento são 4 canais e a curto prazo a ARTV. Com a revisão da situação da RTP, podemos ter menos um canal e voltamos a ter 4 canais na TDT? Concordo em absoluto, que um canal como o canal da Assembleia da República esteja disponível na TDT. Mas, convenhamos...não presta com certeza o mesmo serviço que a RTP (canal 1 e 2).

 

 

Vai Estudar, Relvas

 

 

- E o Relvas, senhores? E o Relvas? Será possível que este senhor não se demita? Sim, nós não nos esquecemos e este processo só prova qual é a agenda do sr. Relvas. Mais uma vez, só tenho um recado, para esse senhor: "Vai estudar, Relvas"

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publicado às 13:01

Gangnam Style

por Phil, em 29.08.12
Gangnam Style

 

 

Vamos lá então, mudar um bocadinho o tom do blog. Memes...já terão ouvido falar...já, de certeza. O último é o famoso restauro do fresco de Cristo em Borja, Espanha, no Santuario de la Misericordia. Mas não é desse que vou falar.



Vou falar de algo mais divertido e...vá...disparatado. Vou falar do Gangnam Style. O último grande sucesso, chega-nos através dessa caixa de tesourinhos deprimentes, que conhecemos como YouTube.






Nem sei por onde pegar. Se pela estética...pela coreografia...pelo guarda-guarda, pela música... é tão mau, que só pode ser memorável e épico. Por isso, para este verão...entre o spot da Fornova e o Gangnam Style, prefiro o Gangnam Style e para além do vídeo, ainda nos oferece estes extras, para quem acompanha o TWiT, consegue reconhecer rápidamente.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:51

Ainda o processo Apple vs Samsung

por Phil, em 28.08.12

Apple vs Samsung

 

 

Depois de concluído o julgamento "Apple vs Samsung", seria de esperar que os media se focasse na júri que tomou esta decisão. Aqui fica um resumo do que se passava do lado do júri, durante este processo. 

 

 

Um dos primeiros elementos do júri a falar foi Manuel Ilagan. Em entrevista à CNET, deixou claro que logo após o primeiro dia, que o júri estaria mais ou menos de acordo e que algumas provas simplesmente ajudaram a decidir que a Apple podia sair vencedora deste processo. Para Manuel Ilagan, a prova fundamental foi a troca de e-mails entre os executivos da Samsung, discutindo como podia incluir algumas das funcionalidades do iPhone nos seus equipamentos. Para ele, é a prova evidente de que havia uma infracção.

 

 

Ainda de acordo com Manuel Ilagan, o Velvin Hogan, outro elemento do júri foi fundamental para acelerar o processo de decisão, até porque ele é detentor de uma patente e já tinha algum conhecido do sistema de patentes. Logo no primeiro dia, patentes como o "bounce back" ou o "pinch-to-zoom" foi discutidas. Manuel Ilagan também garantiu que a proximidade geográfica do tribunal e do júri à Apple, não foi um factor determinante, como também não foi determinante o decisão tomada num espaço muito curto de tempo. Ilagan refere que não aceleraram a decisão, não estavam impacientes e que só queriam tomar a decisão correcta e não evitar qualquer prova.

 

 

Manuel Ilagan falou de Velvin Hogan, que foi o outro elemento a falar com a comunicação social. Deu pelo menos, duas entrevistas. A primeira entrevista foi à Reuters e a segunda entrevista foi à Bloomberg, cujo vídeo poderá ser visto neste link.

 

 

Das declarações de Velvin Hogan, destacam-se os seguintes tópicos:

 

- A experiência com o sistema de patentes do Velvin Hogan foi fundamental para esclarecer os outros elementos do júri e antes desse esclarecimento, talvez o processo tivesse tido outro desfecho;

 

- Apesar do número elevado de provas, apesar das quase 700 questões que tinham que esclarecer (por patente e cada patente por equipamento), o júri cumpriu todo o processo.

 

- Velvin Hogan confirma que foi um processo emotivo, mas tiveram que colocar ao máximo as emoções de lado e concentrar-se no essencial: as patentes foram violadas...sim ou não? Os equipamentos em análise, violaram uma, duas ou mais patentes?

 

- Quanto à decisão e ao valor estabelecido pelo júri, o objectivo, mais do que compensar a Apple, seria lançar uma mensagem. Mais do que uma compensação, seria um castigo, mas dentro de valores razoáveis. Velvin Hogan esclarece que o valor foi obtido através das percentagens referenciadas pelas duas empresas. Optaram por uma percentagem intermédia, que não seria tão alta, como era pedido pela Apple (aprox. 35%) e nem tão baixa, como seria solicitado pela Samsung (aprox. 12%). Assim, o júri ficou-se pelos 14% e o número foi calculado nessa base.

 

- Nenhum elemento do júri é utilizador de iPhone e nem todos têm produtos da Apple. No caso em particular de Velvin Hogan, diz que é assumidamente "PC Person" e que a sua mulher é utilizadora de um telemóvel Samsung, mas que não é smartphone.

 

- Velvin Hogan também confirma que a localização geográfica e proximidade com Cupertino, não teve qualquer influência na decisão, como o facto da Samsung ser uma empresa sul-coreano, também não teve qualquer influência.

 

- A juíza fará a revisão da sentença e o valor poderá ser multiplicado. O júri, no momento da decisão, não tinha conhecimento desta possibilidade.

 

- Velvin Hogan revelou ainda que o Google solicitou à Samsung que se afastasse o mais possível da Apple, no que diz respeito ao software. Um executivo de topo da Samsung revelou que seria a diferença entre o Céu e a Terra. Velvin Hogan referiu então que se a Samsung quer manter-se nesse limite, então pagará por isso.

 

- O júri concentrou-se no "Look and Feel" e nas patentes em causa e não se ficaram simplesmente pela violação dos "rectângulos pretos com cantos arredondados" como referiu a Samsung, após o veredicto.

 

- Velvin Hogan comentou ainda o pedido da Apple, para banir a venda de alguns equipamentos Samsung nos EUA. Velvin refere que nem todos os equipamentos violaram a priopriedade intelectual da Apple e para além disso, empresas com a Nokia, Motorola ou RIM, provaram que é possível lançar equipamentos que não violam as patentes da Apple, apesar da utilização do Android como sistema operativo, como é o caso da Motorola.

 

- A jornalista Emily Chang, termina a entrevista questionando Velvin Hogan se fazia sentido colocar uma decisão tão importante nas mãos de civis. Velvin responde claramente que sim. A decisão podia demorar mais, mas que faz todo o sentido fazê-lo.

 

 

Vamos ficar aguardar pelos próximos desenvolvimentos deste processo e que mais acontecerá nesta batalha de patentes e design.

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publicado às 12:53

Apple vs Samsung

por Phil, em 26.08.12
Apple vs Samsung

 

 

No mundo tecnológico, é o assunto do momento. Em suma, a Samsung foi condenada a pagar mais de mil milhões de dólares à Apple, num processo que o júri decidiu que a Samsung violou ou copiou deliberamente a maior dos equipamentos que foram submetidos a análise neste processo, um processo que excluiu os equipamentos mais recentes como o iPhone 4S ou o Samsung Galaxy SIII.

 

 

Do ponto de vista do consumidor e utilizador, este processo vem comprovar, pelo menos, duas coisas:

 

 

- O sistema de patentes está absolutamente obsoleto e ultrapassado. Não diria que afecta totalmente a inovação, porque a existência de patentes sempre obrigou os developers e designers a desenvolverem soluções, para não violarem as patentes actuais. O problema são os processos judiciais, como este, da Apple contra a Samsung.

 

 

- A total incompreensão do júri para entender o que estava em causa. Em vez do veredicto colocar em causa o sistema de patentes, a decisão do júri de 9 elementos, acabou por se colocar de forma evidente do lado da Apple (a excepção foram os Tablets) e provavelmente não se apercebeu que estaria a abrir um precedente para futuros processos, em que gestos e movimentos absolutamente naturais ou o design, cuja patente pertence à Apple, serão usados contra os outros concorrentes da Apple.

 

 

Como ouvi por estes dias, ninguém abriu processos judiciais para os LCDs e ecrãs planos que encontramos nas grandes superfícies. Quando vamos a uma dessas lojas, podemos verificar a semelhança entre esses equipamentos. Todos partilham o mesmo design, com diferenças muito pequenas. Nos smartphones e nos tablets, é a mesma coisa.

 

 

Apple vs Samsung

 

 

Obviamente que há um antes e depois do iPhone. Na imagem acima, podemos ver claramente essa influência, nos modelos que foram lançados a partir de 2007, depois do iPhone original. Mas o mercado é assim que funciona e até a Apple o fez no passado e no presente, pela influência que o Android tem sido.

 

 

Sinceramente, tenho esperança que o sistema de patentes seja revisto. Até lá, é esperar que a Samsung acabe por entrar em conversações com a Apple, para negociar algumas parcerias e licenciamento, tal como a Microsoft fez em relação ao Windows Phone, acordos que podem favorecer os equipamentos que serão lançados no futuro e em última instância, os utilizadores.

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publicado às 22:20

Neil Armstrong | 1930 - 2012

por Phil, em 26.08.12
Neil Armstrong




"Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade"



Esta foi a frase que marcou para sempre a exploração espacial e o imaginário de todos nós, sobretudo aqueles que gostam e acompanham o "Espaço" e apesar do guerra espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética, Neil Armstrong foi humilde e inteligente quando optou pela evocação da "humanidade", esquecendo a Guerra Fria e a rivalidade entre as super-potências da altura. O feito, era sem dúvida, universal.

 

 

Não assisti em directo ao primeiro grande evento televisivo global (muito longe disso). Muitos insistem que foi tudo filmado em estúdio. Infelizmente, para essas pessoas, é possível comprovar, a partir da Terra, que o Homem esteve mesmo na Lua e o Neil Armstrong foi o primeiro a pisá-la (há um episódio do "Mythbusters" bem esclarecedor).

 

 

Neil Armstrong retirou-se da NASA no final de 1970 e nunca mais voltou ao espaço depois da missão Apollo 11. Tornou-se professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati. Apesar da glória obtida na missão lunar, Neil Armstrong sempre optou por uma vida discreta e recusou ofertas milionárias para trabalhar como relações públicas em grandes empresas. Quem acompanha estas coisas do espaço, da missão Apollo 11, Buzz Aldrin (o segundo homem a pisar a Lua) foi sempre, ao longo dos anos, a cara e a estrela da missão.  Michael Collins era o outro membro da missão, dos 3, foi o único que não teve oportunidade de pisar o solo lunar.

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publicado às 21:48

Portugal 1143-2012

por Phil, em 24.08.12
Portugal 1143-2012

 

 

Numa breve passagem pelo Facebook, descobri o movimento ± maismenos ±, que tem estado com uma presença polémica na Capital Europeia da Cultura em Guimarães.

 

 

Recordo-me, há uns anos, de um qualquer cantor ter feito uma versão do Hino Nacional. Sinceramente, já não me recordo do tipo de versão que foi feito e quem seria o artista. Mas recordo-me bem das críticas inflamadas que surgiram na altura. Hoje, a mesma situação, não teria o mesmo impacto.

 

 

Desta vez, nada. A passividade total. E atenção...não estou aqui a colocar em causa a nova versão do Hino ou todas as iniciativas que serão criadas pelo movimento ± maismenos ±. Acho muito bem que o façam e logo, onde nasceu Portugal. O que me impressiona mesmo é a passividade e o estado em coma que o país se encontra, pela reacção que isto não provocou. Porque o objectivo destas iniciativas e destes vídeos é mesmo fazer despertar algumas mentes.

 

 

Em suma, o movimento faz parte do Laboratório on-off da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 e entre Maio e Outubro, surgirão várias peças de comunicação, em vários capítulos.



Para já, estão disponíveis dois capítulos. Primeiro adulterou o Hino Nacional, em que "A Portuguesa" arranca com a frase "Ireis pagar pobre povo", em vez do tradicional "Heróis do mar nobre povo". Foi lançado há 2 meses e tem o nome de "Portugal 1143-2012" (o Aviso).






O segundo capítulo (a Traição) tem duas semanas e não quer ser menos polémico: Afonso Henriques foi esfaqueado, pelas costas.






No futuro, teremos outro vídeo, em que Portugal foi a enterrar. Deixo-vos com a reportagem do GuimarãesDigital.

 

 

 

 

O que falta fazer para fazer despertar Portugal?

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publicado às 13:34

New Microsoft

por Phil, em 23.08.12
Microsoft

 

 

Não, não estamos perante uma nova Microsoft. Há muito que deixei, a título pessoal, de usar produtos da Microsoft, nomeadamente o Windows. Mas isso, não quer dizer que não ande atento, sobretudo estando tão ligado ao universo tecnológico, onde frases como "nunca mais" ou "impossível", não fazem muito sentido.

 

 

E porque escrevo este post sobre a Microsoft? Porque a empresa norte-americana acaba de apresentar o seu novo logótipo corporativo. Gostos não se discutem e com certeza que as opiniões se vão dividir, mas eu confesso que gostei e está na linha dos logótipos já conhecidos do Windows 8 e do novo Office.

 

 

Mas, há outro pretexto para este post. O futuro da Microsoft.

 

 

Não vou começar uma extensa análise sobre o futuro da Microsoft. Prefiro ficar-me pelo que conhecemos e pelo caminho que será traçado a curto prazo. Não faço ideia se vai resultar ou se a Microsoft terá os dias contados.

 

 

Sou acusado muitas vezes de ser um Apple Fanboy. Odeio fanboys. Simplesmente odeio. Odeio a expressão, tal como odeio fundamentalismos...seja em que assunto ou matéria for. Talvez, por isso, não me identifique com nenhum partido político, porque são entidades, que tomam caminhos que se podem tornar radicais e dependendo do momento político, pode mudar muito facilmente. Na tecnologia é um pouco assim também. Por isso, não tenho problemas em admitir que o Windows 7 é um belíssimo sistema operativo, depois do fracasso do Windows Vista. Mas, continua a ser o Windows...mas reconheço virtudes.

 

 

Quando chegaram até nós as primeiras reviews do Windows 8, também não tive qualquer problemas em assumir que a Microsoft estaria a dar o maior tiro nos pés, em toda a sua história. Até ver a apresentação do Surface. Combinando isso, com a estratégia na Xbox e no Windows Phone, dá para perceber que a Microsoft tem uma visão. Com falhas, é certo, mas olhando a todo o sistema operativo, tem uma visão que é distinta dos seus concorrentes. Mais uma vez, afirmo que não estou a tentar fazer previsões, mas é positivo verificar que há um player no mercado que apresenta novas soluções e novas propostas. Erradas? Correctas? Não sei. O tempo responderá a isso. Mas fico satisfeito por ver uma empresa, que dava a sensação de estar a morrer à sombra do mercado empresarial, estar aos poucos a despertar, porque no fim, nós, utilizadores e consumidores, seremos os principais beneficiários de um mercado com uma forte concorrência.

 

 

A maior prova disso é o Windows Phone. A minha experiência com esses equipamentos é muito curta, sobretudo quando comparada com iOS ou Android, mas o look and feel é completamente diferente das restantes opções no mercado, que se ficam por um modelo que foi apresentado pela Apple em 2007. Diz quem experimentou, que a falta de aplicações afecta a experiência e aquele look and feel, com uma utilização extensão, não é assim tão bom. Mais uma vez, insisto...goste-se ou não, é mais uma abordagem que podemos escolher.

 

 

Agora que o logótipo é conhecido...vamos aguardar pelas reacções, uma vez que a blogosfera/redes sociais tecnológicas começam a despertar por estas horas.

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publicado às 15:08

The Next Web

por Phil, em 18.08.12
The Next Web

 

 

Nos últimos 5 anos, gastou-se e muito a expressão "Web 2.0". Afinal o que foi isso da "Web 2.0"?

 

 

Convencionou-se chamar Web 2.0 ao conceito baseado em redes que funcionam como plataformas, que permitem a partilha, colaboração, com um design minimalista ou apelativo, que a partir de 2007/2008, começou a ter uma forte componente Mobile, por causa do sucesso dos smartphones lançados a partir do iPhone. Eu sei que esta explicação é muito redutora...tb há quem não concorde com ela...mas para este post, servirá.

 

 

As plataformas de blogging como os Blogs do Sapo, o Blogger, Wordpress, as redes sociais como o Twitter e o Facebook, nos vídeos, com o YouTube ou Vimeo, na fotografia, com o Flickr ou smugmug, são só alguns dos exemplos dessa tal Web 2.0. A lista é longa...

 

 

Mas este Verão ou este mês de Agosto, está a tornar-se numa surpresa no que diz respeito à transformação da Web. E ela está a acontecer.

 

 

A notícia mais recente foi o update da API do Twitter. Não quero ir pelas questões técnicas, mas para quem desconhece a API é o que permite a developers ligarem as suas aplicações a uma determinada plataforma. E há regras. E os responsáveis por essas plataformas, podem impôr limites e regras. No caso em particular do Twitter, é triste verificar estas alterações. Afinal, a rede cresceu, muito à conta do que foi sendo desenvolvido pela comunidade e não pelo Twitter. De resto, ao longo dos anos o Twitter foi adquirindo algum do potencial que andava por aí. O caso mais evidente foi a equipa que desenvolveu o Tweetie, aplicação que tornar-se-ia na aplicação oficial do Twitter para iOS. As aquisições continuaram e o Twitter teve que decidir qual o caminho a seguir no que diz respeito ao modelo de negócio a seguir. Segui o caminho de um serviço suportado por publicidade.

 

 

A consequência natural, é forçar os utilizadores a consultar as apps e site do próprio Twitter, porque todas as outras aplicações ignoram os anúncios promovidos pelo Twitter. Naturalmente, isso diminui o retorno e volume de negócio para o próprio twitter.

 

 

Como referi, umas linhas acima, o Twitter anunciou o lançamento da nova API, que impôe novos limites, fechando ainda mais a porta a developers. Mas não fecha completamente. Poderá abrir excepções para quem contactar o Twitter. Fica por esclarecer o que resultará a partir daí... parcerias? Aquisições?

 

 

Numa primeira fase, segundo os developers do Tweetbot, uma das aplicações não-oficiais do Twitter mais populares, a nova API não será um problema. Mas, o problema é o caminho que o Twitter tem feito e que parece estar a querer seguir no futuro. Lamento, sinceramente que o Twitter não opte por um modelo de negócio do tipo Freemium, um pouco como já acontece com outras aplicações, como é o caso do Evernote.

 

 

O modelo de negócio não seria muito diferente do que temos actualmente. Como é conhecido, aplicações como o Tweetbot, Twittelator Neue ou Twitterrific não são gratuitas. Porque não, manter o Twitter com uma API mais aberta, mas criando parcerias pagas, em que o Twitter recebe uma parte. Quem quiser usufruir do serviço de forma absolutamente gratuita, poderá fazê-lo através de um browser ou aplicação do Twitter. Opcionalmente, quem adquirir outra aplicação paga um X valor e uma percentagem vai para o Twitter. Infelizmente, parece que o Twitter cegou de vez.

 

 

app.net | Dalton Caldwell

 

 

Felizmente, há quem não concorde com o conceito Ad-Supported, como são os casos do Twitter ou do Facebook. É o caso da nova plataforma App.net, fundada pelo developer Dalton Caldwell, de que falei há dias no blog. Conseguiu o financiamento de $500.000 e já tem em produção, uma versão Alpha do seu projecto. Uma coisa é certa, já há um conjunto bem interessante de aplicações desenvolvidas para a plataforma App.net.

 

 

500px

 

 

Mas há mais exemplos. Na fotografia, o 500px.com chegou para arrasar com o Flickr. Será que a nova CEO do Yahoo, Marissa Mayer conseguirá oferecer uma nova vida ao Flickr. Diz-se pelas interwebs, que ela duplicou a equipa e curiosamente, a grávida do momento foi comer uns donuts com o pessoal do Flickr.

 

 

Flickr | Marissa Mayer

 

 

Acham que as novidades ficam por aqui? Não! Nada disso. Parece que aplicações como o Flipboard ou Google Currents, vieram despertar algumas mentes, nomeadamente os antigos fundadores do Blogger e do Twitter (nem de propósito) e não só. Parece que a Web começa a apresentar novas propostas para a criação e consumo de conteúdos. Vou tentar apresentar algumas desses novos conceitos.

 

 

Flipboard

 

 

O primeiro e também o mais recente é o Medium, um projecto liderado, como referia há pouco, pelos antigos fundadores do Blogger e do Twitter. O conceito consiste na publicação de conteúdos em Colecções e cada colecção poderá ter um determinado tema e template. Esse look and feel deve estar em harmonia com o conteúdo que é publicado.

 

 

Medium

 

 

O projecto ainda não está aberto a todos, mas parece ser uma boa alternativa para quem não deseja ter um blog, mas gostaria de ver um texto ou uma história publicada na web.

 

 

Outra plataforma interessante é o svbtle.com. O designer Dustin Curtis decidiu criar a sua própria plataforma de blogging, uma vez que estava farto da "natureza desinspirada" de todas as outras plataformas de blogging. Por isso, criou o svbtle, uma rede de pessoas (apenas por convite), que produzem conteúdo com qualidade e que se foca em 3 coisas: A Escrita, as Notícias e as Ideias. Tudo o resto é distracção.

 

 

svbtle.com

 

 

Aparentemente, já existe quem tenha desenvolvido uma plataforma muito semelhante e open-source.

 

 

Outro projecto que descobri hoje, é um pouco diferente e tenta aproximar o leitor ou subscritor da pessoa que está do outro lado. É um serviço pago e como envolve o envio de correspondência, não acredito que funcione para Portugal e que seja apenas para os Estados Unidos. Mas fica a ideia.

 

 

Estou a falar do Quarterly Co, que pretende criar uma nova forma de nos ligarmos com as pessoas que acompanhamos e que achamos interessantes. Com as redes sociais, temos muitas ligações virtuais, que acabamos por não conseguir estabelecer uma ligação tangível com essas pessoas, no "mundo real". O Quarterly Co pretende criar essa ponte, permitindo que um utilizador subscreva um determinado contribuidor e que receba algo criado por essa pessoa, no correio. É como uma subscrição de uma revista, mas em vez de palavras numa página, os subscritores recebem algo tangível, criado pelo contribuidor que escolheram.

 

 

Quartely Co | Veronica Belmont

 

 

Ainda há dúvidas que a Web está numa fase importante?

 

 

Este post, não tem como objectivo ser exaustivo. A ideia é apontar simplesmente uma tendência. Se conhecerem outros projectos, deixem o vosso feedback.

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publicado às 00:31

A falha da UPS...

por Phil, em 15.08.12

Amazon | UPS

 

 

...ou porque razão a Amazon é uma referência no apoio ao cliente?

 

 

Como tenho prometido ao longo de todo este processo da compra do Kindle touch, que já mereceu uma review, vou então explicar o que se passou com a encomenda e porque razão a UPS se revelou uma profunda desilusão, sobretudo porque já tinha uma péssima experiência com a MRW, nas entregas europeias e porque o feedback que tinha recebido de outros compradores do Kindle era muito positivo, sobretudo com a rapidez de entrega por parte da UPS.

 

 

Para facilitar a explicação, vou ordenar cronologicamente todos os passos deste processo.

 

 

22 de Julho - Domingo:

Na madrugada de 23 de Julho, depois de ponderar imensas vezes, decido adquirir de uma vez por todas o Kindle e optando pelo modelo Kindle touch. Sabia que devia fazê-lo através da Amazon.com, uma vez que as compras do Kindle fora dos territórios abrangidos pelas Amazon locais, são sempre realizados através do site principal. Também sabia que a UPS era relativamente rápida a fazer a entrega e apesar da encomenda referir que o dia 26 de Julho seria a data mais provável para a entrega, acreditava que seria possível recebê-lo no dia 25 e sem qualquer custo adicional, para além daqueles que estão incluídos na encomenda.

 

 

Por mera curiosidade, o Kindle touch tem um preço base de $139,00. Portanto, o detalhe da encomenda em Euros seria:

 

Item(s) Subtotal: EUR 118,86

Shipping & Handling: EUR 17,94

 

Total Before Tax: EUR 168,27

Sales Tax: EUR 0,00

Import Fees Deposit EUR 31,47

 

Total for This Shipment: EUR 168,27

 

 

Ou seja, o preço final, seria de EUR 168,27, com a inclusão de Portes (EUR 17,94) e Custos de Importação (EUR 31,47).

 

 

23 de Julho - Segunda-feira:

A encomenda é confirmada, com a indicação que está em Breinigsville PA US, com o estado "Shipment has left seller facility and is in transit".

 

 

27 de Julho - Sexta-feira:

Ultrapassada a data estimada para a entrega do Kindle touch e com o Tracking inalterado, com a indicação que está em Breinigsville PA US, com o estado "Shipment has left seller facility and is in transit", decido contactar a UPS Portugal. Informam-me que o ticket foi criado junto da UPS, mas que nenhum encomenda lhes tinha sido entregue e que devia contactar a Amazon.

 

 

Contacto a Amazon e apercebo-me pela primeira vez, o porquê da qualidade do Apoio ao Cliente da Amazon. Com um tom amigável, dentro do que é possível apresentar num chat, o assistente informa-me que só a partir do dia 1 de Agosto é possível considerar a encomenda como perdida. Lamenta o sucedido e pede para que aguarde mais uns dias. Caso não tenha novidades, para os contactar novamente.

 

 

30 de Julho - Segunda-feira:

Como a encomenda mantinha o seu estado, sendo muito provável que o prazo do dia 1 de Agosto não será cumprido, volto a contactar a Amazon. O assistente lamenta o atraso e decide fazer-me o refund dos portes (EUR 17,94), para compensar o atraso que estava a ocorrer. Se nos dias seguintes não houvesse alterações, para voltar a contactar a Amazon.

 

 

1 de Agosto - Quarta-feira:

Como previsto, chegamos ao dia 1 de Agosto e não houve qualquer alteração no estado da encomenda. Volto a contactar a Amazon e sou reencaminhado para a divisão do Kindle. Confirma-se que algo se passou com a encomenda original e por iniciativa da Amazon, é criada uma "Replacement Order". A encomenda tem entrega prevista para Segunda-feira, 6 de Agosto. Como referi no início, sabia que as entregas da UPS conseguiam bater esta estimativa.

 

 

2 de Agosto - Quinta-feira:

Durante o dia 2 de Agosto, apercebo-me, ao consultar o Tracking, que a encomenda está em movimento. Já tinha saído de Breinigsville PA, nos Estados Unidos, de onde a encomenda original nunca tinha saído. Por volta das 10h da manhã, já tinha passado por Philadelphia PA e Koln (Colónia) na Alemanha. A encomenda está claramente a caminho.



3 de Agosto - Sexta-feira:

Estou no trabalho, quando recebo uma chamada por volta das 9:30, que tinha um senhor da UPS à espera, mas que ia precisar de fazer um pagamento. "Chegou! Mas, tenho que fazer um pagamento?" - pensei eu.

 

 

Quando chego ao contacto com o senhor da UPS, verifico que a encomenda diz claramente do lado de fora, "Kindle touch" e o senhor apresenta-me uma Factura Pro-Forma, no valor de EUR 89,78, relativo a custos de importação. Questionei que raio era aquilo e rapidamente me disse que teria que questionar através do número que era apresentado no topo da folha. Rapidamente reconheci o número da UPS, uma vez que tinha ligado para esse mesmo número no dia 27 de Julho.

 

 

Quanto a valores, a Factura Pro-Forma só discriminava os seguintes valores:

 

 

Factura Pro-Forma

 

 

Poucos minutos depois, contacto a UPS. A assistente que me atende, informa-me de forma arrogante, que aquele valor que aceitei pagar (dando a entender que estaria a legitimar o pagamento daqueles custos de importação), é relativo a taxas aduaneiras e que eu teria dado indicação ao vendedor, a Amazon, que ficaria por conta da entidade que recebesse a encomenda. Neste caso, seriam as Entidades Portuguesas, através da UPS Portugal, para encomendas com um custo superior a um determinado valor, que não me recordo e me foi indicado pela assistente. A chamada é concluída com a indicação que devo contactar a Amazon para esclarecer a situação.

 

 

Em paralelo, tinha enviado um mail para a UPS, no sentido de me esclarecerem como tinha chegado aos valores que me tinha cobrado. Afinal, a chamada telefónica não tinha sido esclarecedora.

 

 

A resposta chegou algumas horas depois, através de e-mail:

 

De acordo com o solicitado, junto envio os valores descriminados de despesas aduaneiras:

 

40.92...........IVA de Importação

18.11...........Impressos, que inclui uma Guia de Emolumentos de 15.16€

30.75...........Intervenção da UPS, ja com IVA

__________

Total.......89.78 euros

 

 

Volto a contactar a Amazon, através do serviço de chat e mais uma vez, sou recebido com o mesmo tom agradável. Explico a situação e que a cobrança que me tinha sido feita pela UPS era em duplicado, uma vez que a encomenda original, incluía os custos de importação, que por acaso estão conforme o acordo feito entre a Amazon e a UPS. Mas já lá vamos.

 

 

O assistente da Amazon lamenta a situação e informa-me que devo remeter um Fax com uma página frontal, onde explico a situação, as facturas das duas encomendas (original e "Replacement") e a Factura Pro-Forma da UPS, para que possa ser feito o reembolso dos custos de importação. O assistente informa-me que após a recepção do Fax, serão necessários 2 a 5 dias úteis até ser concluído o processo.

 

 

9 de Agosto - Quinta-feira:

Recebo por correio, a Factura detalhada da UPS. Infelizmente, este documento só vinha acrescentar mais questões do que respostas, uma vez que o detalhe das despesas nada tem a ver com a Factura Pro-Forma ou com a resposta que me foi dada por e-mail.

 

 

UPS - Resumo das Despesas

 

 

 UPS - Detalhe de Envio

 

 

Todas as contas acabam por combinar, mas nada me parece claro. Mas, o detalhe de Envio, apresenta um pormenor. A UPS sabe-se lá porquê, indica como valor base do equipamento USD 174,00. Como indiquei no início do post, o Kindle touch tem o valor base de USD 139,00.

 

 

13 de Agosto - Segunda-feira:

Sem novidades do reembolso da Amazon, volto a contactar a empresa norte-americana. Explico a situação e volto à carga com o Fax. É-me indicado um novo número de fax (tudo indica que o fax original não foi recebido) e o assistente responsabiliza-se pessoalmente pela resolução da situação e do reembolso. Caso haja alguma ocorrência, que o próprio me ligava por telefone, no sentido de resolver a situação. Como estou de férias e como não tenho fax à mão (de qualquer forma, o Fax de onde enviei pode ter restrições nos envios internacionais) e nunca tinha conseguido colocar o meu antigo scanner a funcionar com o Mac OS X, percebi que podia demorar a resolver o problema.

 

 

Não só consegui resolver o problema o Scanner, com o aplicação VueScan, como descobri uma App na Mac App Store, que permite o envio de Fax através de qualquer Mac.

 

 

Voltei a enviar o Fax e horas depois, tinha a confirmação do reembolso dos Custos de Importação na descrição da encomenda. Trocaram a moeda, mas o que importa é mesmo o facto de o terem feito.

 

 

No mesmo dia, fiz chegar um novo e-mail para a UPS, descrevendo a situação, os valores que foram cobrados, a incoerência do valor base do equipamento, a dupla cobrança, etc.

 

 

Esta é a resposta da UPS:

 

 

No seguimento deste caso e da apresentação que efectuou, venho por este meio informar que a UPS acordou há uns anos atrás, com o fornecedor Amazon, o envio das mercadorias para Portugal com as condições de entrega Free Domicile. Este acordo beneficiou ambas as partes, mas com foco no cliente no sentido de diminuir o pagamento das despesas aduaneiras, bem como a celeridade no desalfandegamento das mercadorias e posteriores entregas. Por tal facto, a UPS gere estes envios em conformidade e, caso não tenha conhecimento, não é a UPS que elabora as cartas de porte (manuais ou electronicas), ficando sob responsabilidade de quem efectua a expedição. Na elaboração da carta de porte, um dos campos a seleccionar é o tipo de serviço requerido, bem como das condições de entrega. Ora, se o Sr Filipe confirma veemente que efectuou o pagamento (estimado) de taxas aduaneiras ao fornecedor, deverá questionar directamente a empresa Amazon e questionar da razão de eles terem elaborado a carta de porte com a menção de cobrança das despesas aduaneiras no destino e no acto de entrega da mercadoria.

 

 

Face ao exposto e em nome da Companhia, não existe informação adicional a prestar nesta importação, atendendo que todos os procedimentos aduaneiros e da UPS foram cumpridos, de acordo com o contrato de transporte elaborado com a Amazon.

 

 

Obrigada

Melhores Cumprimentos,

 

 

 

15 de Agosto - Quarta-feira:

Nos movimentos do Cartão de Crédito já aparece o crédito do reembolso da Amazon. E dou como encerrado este assunto.

 

 

De qualquer forma, não queria deixar de fazer este post, que demonstra de forma evidente, a postura completamente diferente da Amazon e da UPS. A Amazon sempre se mostrou disponível para resolver as questões que eu ia colocando. Houve atraso na encomenda? A Amazon compensou oferecendo os portes. A encomenda não foi recebida? A Amazon envia outra. A UPS cobrou valores aduaneiros adicionais? A Amazon reembolsa.

 

 

Já a UPS, ignorou completamente o facto de eu ter reclamado para a dupla cobrança de custos de importação e limitando-se a aceitar a suposta carta de porte que foi criada, alegadamente pela Amazon. Cometeu um erro grave. Não ouviu o cliente. Este é o acordo. Esta é a carta de porte criada pela Amazon. Nada há a fazer. A Amazon nunca pensou ou agiu dessa forma.

 

 

Em conclusão, fica a ideia que o que causou toda esta confusão foi a "Replacement Order". Ou seja, a nova encomenda e a carte de porte criada pela Amazon, não se enquadra no workflow que a UPS tem definido para as "encomendas normais". Mas o cliente não tem conhecimento disso e a UPS devia ter mais cautela no tratamento destes casos, da mesma forma que a Amazon julga que as "Replacement Orders" não darão qualquer problema com a UPS.

 

 

Deixo então a dica para todos aqueles que decidirem encomendar um Kindle (e acho que o devem fazer...estou muito satisfeito com o meu): Caso a encomenda original dê algum problema, peçam o reembolso e criem uma nova encomenda.

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publicado às 15:14


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