Finalmente, aí está ele...

Depois de algum tempo de espera, aí está o iPhone 3GS, finalmente disponível nas redes Vodafone e Optimus.
Para obter todas as informações sobre preços e tarifários, podem passar pelo promais.com/iphone, blog em que colaboro habitualmente.
Dito isto, gostava de fazer algumas considerações acerca do processo de lançamento deste tipo de telemóveis no nosso mercado e a forma como as operadoras (não) conseguem promover a comercialização destes dispositivos e o problema não é só com o iPhone como veremos mais à frente.
Oficialmente, a data de lançamento do iPhone em Portugal foi o dia 31 de Julho.
Até aqui tudo bem, mas só a partir do dia 28 de Julho, se começou a perceber de forma pouco oficial e através de canais alternativos, como o Twitter, que algo ia acontecer na Casa da Música no Porto. Isto no caso da Optimus.
No caso da Vodafone, são neste momento 9:45 da manhã do dia 31 de Julho e não existe qualquer informação actualizada sobre o iPhone 3GS. A pouca informação que é conhecida, só foi fornecida a quem fez pré-registo ou consultou os blogs e sites que já divulgaram os preços do iPhone 3GS.
Divulgados os preços e tarifários, começa outro problema. As operadoras em Portugal não sabem comunicar...ponto!
Já todos sabemos que o iPhone é um produto caro, particularmente em Portugal, que tem preços um pouco mais inflacionados, quando comparamos com outros países, como Itália, mas no fim, falamos de pequenas diferenças. O problema é que em Portugal, os operadores apostam fortemente nos produtos pré-pagos, porque todos sabemos que é um tipo de produto que vende. Contudo, o preço inicial do telemóvel dispara, quando comprado através do modelo "pré-pago". Seria mais interessante comunicar o preço mínimo que o telemóvel poderá custará. Assim, a operadora demonstrava que é possível pagar inicialmente menos pelo telemóvel e que tem um plano de preços que poderá ser mais atractivo e compensador para o cliente.
Por exemplo, o iPhone 3GS de 32GB poderá custar "somente" 329,90 Euros. Mas não...promove-se os 699,90 Euros. Sim, os 329,90 Euros implicam um contrato de fidelização de 24 meses e uma mensalidade de 66 Euros. A questão é que a mensalidade inclui um conjunto de vantagens que não obtemos num plano pré-pago.
Vou mais longe...há a ideia entre os consumidores que os pré-pagos são os únicos tarifários que importam e que qualquer plano pós-pago, sai sempre muito mais caro.
No meu caso...antes do iPhone, pagava no mínimo 25 Euros de telemóvel. Era basicamente chamadas e SMS. Não mandava MMS e o 3G não servia para nada, uma vez que qualquer acesso a Dados estoirava rapidamente com o saldo e os 25 Euros passavam rapidamente para 35 ou 40 Euros.
Agora, pago em média entre 30 e 35 Euros. Mas tenho um pack de Voz, Mensagens e mais importante ainda, Dados...500 MB para ser mais preciso, o que me permite consultar o Mail como nunca consultei na vida...tenho acesso imediato ao Twitter esteja onde estiver...já para não falar do acesso permanente à Web.
Parece-me evidente que consigo mais por menos. Ah...e paguei 259 Euros pelo iPhone 3G.
Quando a Apple apresenta o iPhone, normalmente apresenta preços subsidiados da AT&T, a operadora norte-americana que tem o exclusivo do iPhone em território americano.
Por exemplo, o iPhone 3GS de 16GB foi apresentado com um preço inicial de 199 Dólares. Mas não nos podemos esquecer que se trata de um preço subsidiado.
Infelizmente, não vejo as operadoras a comunicarem estas vantagens de forma eficaz...seria para seu benefício...preferem apostar em soluções que não tem qualquer tipo de sucesso comercial, como o MobileTV. Sempre se percebeu que é um produto sem futuro...mas sempre se apostou fortemente na sua promoção.
Mas vamos lá bater mais no ceguinho...vamos agora apontar baterias à TMN e ao HTC Magic. Para tentar desviar as atenções, a TMN durante o dia de hoje, logo a partir da meia-noite teria o HTC Magic à venda por metade do preço. Pois bem, rapidamente o produto esgotou, ainda antes da 1h da manhã. A operadora teve o cuidado de alertar que a promoção estava limitada ao stock existente.
É aqui que peço a vossa reflexão. E de que stock estamos a falar?
Estando no lugar da operadora e sabendo que estou a fazer uma promoção de 50% de um produto, provavelmente vou aumentar exponencialmente o stock e vender como se não houvesse amanhã para compensar as eventuais perdas por unidade.
Mas não! Fala-se que havia cerca de 200 unidades...200 ou não...já foram e hoje, quem tentou de manhã tentar comprar o HTC Magic, levou com a mensagem de "Produto Esgotado".
Como podem ver, este é um pequeno exemplo do comportamento das operadoras em Portugal. Já estou como o David Pogue...o problema não é o iPhone ou o HTC Magic...o problema está nas operadoras...
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