Eis que o mercado dos e-book readers se torna ainda mais apetecível...
É verdade que já existem alguns readers no mercado, onde se destaca claramente o Kindle da Amazon, que desde o dia 19 está disponível no mercado internacional, Portugal incluído, mas o reader agora apresentado pela Barnes & Noble está a deixar-me a salivar...
E parece-me que temos um verdadeiro rival do Kindle da Amazon...e não só...a Barnes & Noble poderá ter aqui o e-book reader de referência.
Vejamos então, em vídeo, como funciona o nook...
Mas o que falta para estes "brinquedos" se tornarem num enorme sucesso?
- Serem abertos e flexíveis o suficiente, para permitir os mais diversos formatos e permitir que possamos carregar os conteúdos que desejarmos.
- Maior oferta de títulos em Português. É verdade que neste momento, estes dispositivos estão virados para os mercados anglo-saxónicos e também é verdade, que todos nós estamos habituados a ler em língua inglesa. Mas, se quiserem massificar-se em Portugal, será essencial aumentar a oferta (e pessoalmente, prefiro ler em Português).
- Criar um modelo de negócio que permita a obtenção dos livros de forma simplificada e com preços mais baixos que as versões impressas.
É verdade que, iremos ver uma enorme resistência para adoptar esta nova forma de ler livros.
Não direi que será o fim dos livros...não acho que o seja...eu próprio, ainda não tive oportunidade de testar um destes dispositivos e direi que continuo a preferir a versão impressa.
Contudo, dispositivos como o nook, fazem-me ponderar seriamente, a aquisição de um. Mas estará o mercado preparado para esta mudança?
Tal como aconteceu com a música, também nos livros a história vai-se repetir. As editoras têm aqui uma oportunidade de ouro para reinventar o seu negócio, fazer um refresh ao modelo de negócio, mas, infelizmente, as mentes conservadoras e com pouca visão, vão tentar resistir à mudança e em vez de aproveitar a onda e investir neste novo mercado, vão andar a gastar energias e dinheiro a tentar evitar o inevitável.
Os utilizadores farão a sua escolha e irão criar ou não, novos hábitos na forma como lêem livros e revistas (sim, ainda há a questão das revistas), quer as editoras queiram ou não!
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