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27.04.10

Ainda o caso do iPhone...

A famosa história do Gizmodo e do iPhone 4G continua a dar que falar.

 

iPhone

 

Desta vez, as autoridades, que entretanto iniciaram a investigação, apreenderam o equipamento de Jason Chen, o responsável pelo famoso artigo em que o iPhone 4G era desvendado ao mundo.

 

Pessoalmente, parece-me que o Gizmodo e os seus responsáveis estão a pagar por aquilo que colheram. Pagaram 5.000 dólares para ficar na posse de um bem que eles já sabiam muito bem que consequências podia trazer, uma acção que é punida pela lei do estado da Califórnia. Mas para mim, o mais baixo foi mesmo quando o Gizmodo continuou a proteger o vendedor do iPhone (e bem, porque afinal dizem-se jornalistas), mas não teve qualquer pudor em divulgar a identidade e as fotos do proprietário do iPhone, engenheiro e developer da Apple, que tinha perdido o suposto protótipo num bar. Quando o fizeram, deve ter sido com o seu lado de bloggers e esqueceram a parte do jornalismo.

 

Em bom rigor, os elementos do Gizmodo são bloggers. Não terão carteira de jornalistas e se ocupam o lugar que ocupam foi pela credibilidade que ganharam aos longo dos anos. Eventualmente, a sua credibilidade pode ter ido pelo cano, numa única semana e custou-lhes 5.000 dólares. Terá valido mesmo a pena?

 

De certeza, que esta história, muito mal contada, terá ainda muito para nos oferecer e certamente que a discussão dos "Jornalistas vs Bloggers" terá ganho um novo ânimo.

 

Mas perguntarão vocês..."Se fosses o Gizmodo, o que farias perante alguém que tentava "vender-te" o próximo iPhone?"

 

A minha opinião é muito clara. Não comprava o iPhone e nunca lhe "pegaria", ao contrário do Gizmodo. Tirava nota de todas as features do novo iPhone e publicava tudo no Gizmodo. No fundo, foi o que fez o Engadget, que acabou por sair a bem desta história. Eventualmente pagaria à fonte para ter acesso ao iPhone, mas nunca ficando com a sua posse. No limite, tirava fotos com qualidade. Mais uma vez, garantia que nunca tinha ficado com a posse ou propriedade do protótipo.

 

Esta é também a posição do John Gruber que esteve no MacBreak Weekly desta semana, gravado hoje. Não estou completamente de acordo em relação ao pagamento e às fotos, mas seria sempre uma melhor opção do que aquela que foi tomada pelo Gizmodo.

 

Entretanto, vamos ficar à espera dos próximos episódios desta novela...

 

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4 comentários

De tiagotex a 27.04.2010 às 22:21

Quanto a ter custado lhes ter costado 5000 dólares não é verdade, porque só nos dois dias a seguir, e apenas de publicidade do google, ganharam mais de 150 000 dólares !

Quanto à questão de pegar na história podemos ver o exemplo do engadget, que foi o primeiro site a quem tentaram vender o iPhone e eles recusaram...

De Phil a 27.04.2010 às 22:28

E recusaram muito bem! Achei que estiveram bem nesta história.

Quanto aos ganhos na publicidade...bom, talvez todo o processo lhes traga despesas com as quais eles não contavam e os 150.000 pode ser muito curto.

Enfim, acho que é cedo para saldar contas...o processo está longe de terminar.

De Miguel a 27.04.2010 às 22:42

Para mim a diferença é que eles compraram material roubado, de acordo com a lei da Califórnia, e não informação, se tivessem pago pelas fotos e por informação dada pelo ladrão acho que não haveria problema. Quanto a carteira de jornalista isso existe no US? são tão anti regulação que julgava que basta publicar algo online ou num jornal para se intitularem jornalistas.

De Phil a 27.04.2010 às 22:58

É precisamente essa a questão. Não pagaram pela informação, pagaram pelo material...(foi esse também o ponto abordado pelo John Gruber)

Quanto à carteira de jornalista...desconheço essa formalidade nos EUA, mas considerando a opinião que o Leo Laporte tem...eles gostam muito de fazer essa distinção...dos jornalistas, dos bloggers...e dos jornalistas que por acaso são bloggers, mas mantém a sua postura, porque são jornalistas.

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