Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




As TVs e o Irene

por Phil, em 29.08.11

"Prepare for the worst, hope for the best"

 

Esta foi uma das frases que mais ouvi nos últimos dias e considerando todas as previsões, era mesmo a melhor postura. Depois do Katrina e depois do sismo da semana passada, não havia outra hipótese e as autoridades tiveram o melhor comportamento possível. Toda a prevenção posta em marcha, pode ter feito toda a diferença e podem ter evitado mais estragos ou vítimas em zonas urbanas (apesar das críticas a nível político que já começaram a surgir).

 

CNN

 

Já as televisões...

 

Sinceramente, o maior erro das televisões foi ter concentrado a toda sua atenção em Nova Iorque...mas pior do que isso, foi a forma como se mostraram surpreendidos, quando perceberam que pouco ou nada ia acontecer em Nova Iorque...concentraram-se também em Atlantic City e Long Beach, respectivamente as zonas costeiras de New Jersey e Nova Iorque e já nessas zonas, a situação não estava fácil.

 

O que se verificou mais tarde, é que as zonas interiores do estado de New Jersey viveram momentos complicados e depois do Irene ter passado por Nova Iorque, em Vermont, os estragos são mais do que evidentes. A estes estragos, temos que acrescentar os estados da Virginia e as Carolinas.

 

Ou seja, o furacão Irene fez estragos, muitos estragos e alguns mortos (ainda há muitos milhões sem luz)...no entanto, passa a ideia que as televisões mais uma vez, não se conseguiram controlar no hype.

 

Pessoalmente, eu prefiro assim..."over-hyped". Como sabemos, na cultura americana, as televisões têm uma forte influência no comportamento dos americanos e provavelmente, todas as mensagens de prevenção podem ter tido maior eficácia, por causa desta quase loucura de pré-desgraça em que entram as televisões. "Prepare for the worst, hope for the best" no seu melhor. O problema é mesmo durante o acontecimento e a sua cobertura em directo, em que os repórteres não conseguem esconder em directo, a sua profunda desilusão pelo que não está a acontecer e qualquer acontecimento de menor importância é anunciado como uma profunda desgraça. Prova disso foi o momento em que as águas do rios Hudson e East invadiram Manhattan de forma dramática numa distância de...10 metros...vá...20 metros na distância máxima e cuja altura não passou dos joelhos...mas os repórteres faziam questão de dramatizar a coisa.

 

Um dia depois e já se percebeu que toda a crítica está a bater nos maiores canais, na CNN, CNBC e Fox e até há espaço para críticas positivas para um canal local como o NY1.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:01





Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog



Creative Commons License
CC 2008-2012 iPhil