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"Prepare for the worst, hope for the best"
Esta foi uma das frases que mais ouvi nos últimos dias e considerando todas as previsões, era mesmo a melhor postura. Depois do Katrina e depois do sismo da semana passada, não havia outra hipótese e as autoridades tiveram o melhor comportamento possível. Toda a prevenção posta em marcha, pode ter feito toda a diferença e podem ter evitado mais estragos ou vítimas em zonas urbanas (apesar das críticas a nível político que já começaram a surgir).

Já as televisões...
Sinceramente, o maior erro das televisões foi ter concentrado a toda sua atenção em Nova Iorque...mas pior do que isso, foi a forma como se mostraram surpreendidos, quando perceberam que pouco ou nada ia acontecer em Nova Iorque...concentraram-se também em Atlantic City e Long Beach, respectivamente as zonas costeiras de New Jersey e Nova Iorque e já nessas zonas, a situação não estava fácil.
O que se verificou mais tarde, é que as zonas interiores do estado de New Jersey viveram momentos complicados e depois do Irene ter passado por Nova Iorque, em Vermont, os estragos são mais do que evidentes. A estes estragos, temos que acrescentar os estados da Virginia e as Carolinas.
Ou seja, o furacão Irene fez estragos, muitos estragos e alguns mortos (ainda há muitos milhões sem luz)...no entanto, passa a ideia que as televisões mais uma vez, não se conseguiram controlar no hype.
Pessoalmente, eu prefiro assim..."over-hyped". Como sabemos, na cultura americana, as televisões têm uma forte influência no comportamento dos americanos e provavelmente, todas as mensagens de prevenção podem ter tido maior eficácia, por causa desta quase loucura de pré-desgraça em que entram as televisões. "Prepare for the worst, hope for the best" no seu melhor. O problema é mesmo durante o acontecimento e a sua cobertura em directo, em que os repórteres não conseguem esconder em directo, a sua profunda desilusão pelo que não está a acontecer e qualquer acontecimento de menor importância é anunciado como uma profunda desgraça. Prova disso foi o momento em que as águas do rios Hudson e East invadiram Manhattan de forma dramática numa distância de...10 metros...vá...20 metros na distância máxima e cuja altura não passou dos joelhos...mas os repórteres faziam questão de dramatizar a coisa.
Um dia depois e já se percebeu que toda a crítica está a bater nos maiores canais, na CNN, CNBC e Fox e até há espaço para críticas positivas para um canal local como o NY1.