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10.04.12

E porque não devemos desistir de Portugal...

Moving to Portugal

 

 

Ontem escrevia sobre a forma como os políticos e o país estão a desistir de todos nós, sejam os portugueses e estrangeiros que vivem em Portugal, mas também os portugueses que vivem fora de Portugal, onde impera a caça desesperada ao imposto, que em última análise vai gerar desinteresse e desprezo por aqueles que optaram por sair e bem do país.

 

 

Hoje quero mostrar o outro lado. Quero falar do Portugal que ainda é visto como um retiro, como um local ideal para a reforma e como isso pode ser visto com uma oportunidade.

 

 

Ontem descobri, via Twitter, um artigo do "The Wall Street Journal" sobre um antigo membro executivo que fez carreira no meio televisivo e viu em Portugal como o país ideal para se reformar, depois de viver intensamente e de forma stressante, uma carreira profissional na televisão.

 

 

E a premissa do artigo é bem simples. Como raio um norte-americano escolhe Portugal para viver os seus últimos dias?

 

 

E a análise é bem interessante e relativamente simples, como as coisas importantes da vida.

 

 

Neste caso, Portugal foi descoberto por Roger B. Adams, em férias nos anos 80. Era como os EUA nos anos 50. Mas tudo mudou muito rapidamente. Há tv por cabo com mais de 100 canais e a grande maioria norte-americanos e em inglês, smartphones, homebanking, centros comerciais, o maior casino da Europa, Opera, Ballet e museus. Mas também temos montanhas, planícies com sobreiros e oliveiras, temos castelos, temos o rio Douro, os seus vales e naturalmente o Vinho do Porto. Temos o Algarve e o temos a nossa espectacular costa.

 

 

Mas o artigo não se fica por aqui. Fala dos benefícios do dia-a-dia. A excelente localização de Cascais e de Portugal. Rapidamente nos podemos deslocar para qualquer país europeu de carro ou de avião. Também não falta a referência à comida e a forma como é cozinhada, com qualidade e normalmente fresca.

 

 

Apesar de ter um BMW antigo, acaba por não usar muito, porque opta por andar a pé. O artigo também faz referência ao preço das casas e por quanto pode ficar um T2 na zona de Cascais.

 

 

É feita uma referência ao sistema nacional de saúde, havendo ainda uma referência positiva para as instalações hospitalares. Para além de modernas, o acesso ao sistema é quase gratuito. Não nos podemos esquecer, que nos EUA, esta é ainda uma questão que gera muita discussão.

 

 

Mas há ainda uma crítica que me parece essencial e há muitos portugueses que não pensam desta forma. Essencialmente, os portugueses, depois da reforma, devem pensar como empreendedores, porque é praticamente impossível que consigam emprego de outra forma. Como sabemos, não é bem assim que o português funciona. É bom ver, uma posição muito pessoal ser validada por alguém que teve esta experiência de vida.

 

 

São feitas ainda algumas referências a locais de visita obrigatória, como a Praia da Adraga, Batalha, Cascais, Fátima, Lisboa na zona de Belém, Óbidos e Sintra.

 

 

Vá lá...vamos dar um novo a este país, que tem tudo para ser novamente uma referência para o mundo.

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1 comentário

De Paulo Moura a 10.04.2012 às 15:06

No blog http://www.emmashouseinportugal.com/, a Emma fala da sua experiência em vir viver para Portugal e como "sobreviver" por cá...

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