Subscrevendo as palavras da
Maria João, direi apenas que dá a sensação, depois de ver o vídeo que se descobriu a pólvora.
Para os mais distraídos, fica o vídeo:
Não querendo ser demagogo e populista, direi apenas que o vídeo revela de facto, aquilo que muitos julgavam impossível acontecer...mas acontece. Infelizmente existe em Portugal a prática ou a postura do "surdo, cedo e mudo" e da desresponsabilização pessoal.
No caso em concreto, vemos um vídeo descontextualizado com uma duração inferior a 2 minutos. Segundo o que li, a situação é gerada por causa de um telemóvel. Contudo, olhando para o vídeo, nem sequer dá para perceber o motivo daquele histerismo infantil, quer da professora que não consegue impôr a autoridade e quer da aluna, que provavelmente terá o mesmo comportamento em casa.
Esta situação podia ser comparada com a posição em que se encontram as autoridades policiais em Portugal. São criticados por não agir. Se existir uma acção real das autoridades, que resulta em feridos ou mortos, estes são acusados de abuso de autoridade. Para agravar a situação, a justiça não dá a devida sequência ao trabalho das polícias, quando este é bem feito.
Se a polícia não age, é ver as reclamações que assistimos diariamente nos media. Em que ficamos então?
No caso dos professores é igual. O pais acham que a educação é uma função específica da escola. A escola defende-se dizendo que esse papel tem que ser partilhado com os pais.
Agora deixo a pergunta no ar:
Estando vocês no lugar da professora, não teriam tido uma enorme vontade de espetar uma galheta no estupor da pita?
E os pais da rapariga, que têm a dizer sobre o comportamento da sua querida filha?
A análise a este problema merece o maior cuidado e cautela e não poderá ter como ponto de partida, um vídeo com menos de 2 minutos, em que o professor tenta dar-se ao respeito e não é respeitado.
Há
blogs que optam por apagar o vídeo...mas se queremos resolver o problema da educação em Portugal, não podemos tapar os olhos. O vídeo é conhecido, mas a culpa não pode morrer solteira, facto que começa a ser demasiado frequente em Portugal.